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Equador pede notificação vermelha da Interpol contra ex-presidente Correa

O ex-presidente do Equador Rafael Correa (2007-2017) é condenado no caso conhecido como "Subornos 2012-2016" afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. outubro 2020 - 22:17
(AFP)

A justiça do Equador solicitou a emissão de alerta vermelho pela Interpol para a captura do ex-presidente Rafael Correa, que mora na Bélgica e foi condenado a oito anos de prisão por corrupção.

Em uma resolução datada de terça-feira (6), um juiz ordenou "prosseguir com a notificação vermelha da Interpol" contra o ex-presidente e outros 14 condenados no caso "Subornos 2012-2016".

De acordo com o documento, o pedido foi realizado porque "há uma condenação devidamente executada" e porque já decorreram 13 dias desde que foi determinada a localização e captura dos condenados "sem que se saiba seus paradeiros".

Uma notificação vermelha é um pedido mundial de prisão preventiva de uma pessoa procurada por um país para o cumprimento de sua sentença.

A resolução do juiz Iván León aplica-se a 15 dos 20 condenados pelo crime de suborno, entre os quais estão ex-ministros, ex-deputados e empresários.

"Uma vez notificado, o escritório da Interpol em Quito tem que pedir as peças processuais que a Interpol normalmente solicita, (como por exemplo) a ordem de prisão preventiva, a convocação para julgamento, e com isso fazer um relatório e aí decidirem se aprovam" o pedido de alerta vermelho, explicou Fausto Jarrín, advogado de Correa, à AFP.

Jarrín disse que os advogados dos envolvidos no caso foram notificados na terça-feira sobre o pedido da justiça.

Correa (2007-2017) foi julgado à revelia e condenado por subornos a favor de seu partido em troca de contratos com várias empresas durante seu governo.

O ex-presidente de 57 anos foi vinculado ao caso quando identificam 6 mil dólares que entraram em sua conta bancária, que ele alega ser um empréstimo de um fundo de seu partido.

Em dezembro de 2018, a Interpol rejeitou o pedido de notificação vermelha contra Correa no caso do sequestro de um opositor em 2012 na Colômbia.

O julgamento do sequestro está suspenso porque o ex-presidente não pode ser julgado à revelia por esse crime, punível com até sete anos de prisão.

Correa nega sua participação no sequestro e diz que os processos contra ele são uma perseguição ao governo de Lenín Moreno, seu sucessor e ex-aliado.

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