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Ernesto Araújo se reúne com opositores venezolanos e Grupo de Lima

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araujo, é fotografado durante uma coletiva de imprensa , no Palácio do Itamaraty, em Brasília, em 2 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. janeiro 2019 - 17:13
(AFP)

O ministro das Relações Exteriores brasileirol, Ernesto Araújo, se reuniu nesta quinta-feira em Brasília com opositores venezuelanos e representantes do Grupo de Lima e dos Estados Unidos para buscar formas de "aumentar a pressão" sobre o governo de Nicolás Maduro, informou uma fonte da oposição.

"A oposição venezuelana está se reunindo com muitos países para aumentar a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro. O Brasil é um país com grande influência na região", declarou David Smolansky, um ex-prefeito venezuelano que agora lidera um grupo técnico da OEA sobre a crise.

Na reunião participaram, entre outro,s Julio Borges, ex-presidente do Parlamento venezuelano exilado na Colômbia, e Antonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas instalado em Madri desde que fugiu de sua prisão domiciliar no final de julho de 2017, confirmou o dirigente opositor.

O encontro discute "alternativas para a crise política e econômica na Venezuela, que causou escassez, fuga de migrantes e denúncias de violações de direitos humanos", informou, por sua vez, a Agência Brasil.

A reunião realizada no Palácio do Itamaraty, sede da chancelaria, não foi anunciada na agenda oficial, portanto não foram divulgados detalhes da reunião e o acesso à imprensa não está previsto.

Segundo o site de notícias do G1, durante a reunião também se discutiu "formas de aumentar a pressão sobre o governo venezuelano" e "avaliar quais seriam os próximos passos do Grupo Lima", formado por 14 países latino-americanos (incluindo o Brasil) que não reconhecem o novo mandato de Maduro, que começou em 10 de janeiro.

O encontro acontece no dia seguinte em que o presidente Jair Bolsonaro e seu colega da Argentina, Mauricio Macri, condenaram a "ditadura de Nicolás Maduro" na Venezuela após o primeiro encontro bilateral dos dois líderes no palácio do Planalto, em Brasília.

"Reafirmamos nossa condenação à ditadura de Nicolás Maduro. Não aceitamos esse deboche com a democracia", afirmou Macri em um comunicado conjunto.

"A comunidade internacional já percebeu: Maduro é um ditador que busca se perpetuar no poder por meio de eleições fictícias, aprisionando oponentes e levando os venezuelanos a uma situação desesperadora", acrescentou.

O presidente brasileiro, que costuma ser especialmente crítico com as "ditaduras" da Venezuela, Cuba e Nicarágua, se limitou a dizer que a cooperação entre Brasil e Argentina com relação à situação na Venezuela é "o exemplo mais claro da convergência de posições" entre os dois países, sem mencionar Maduro diretamente.

O Grupo de Lima, a União Europeia (UE) e os Estados Unidos ignoraram a reeleição de Maduro nas eleições de 20 de maio, antecipadas pela Assembleia Constituinte no poder e boicotadas pela oposição, que as considerou uma fraude.

Na terça-feira, o Parlamento venezuelano, único poder controlado pela oposição, prometeu conceder anistia aos militares que não conhecem o "usurpador" Maduro.

Na terça-feira, o Parlamento venezuelano, único poder controlado pela oposição, prometeu conceder anistia aos militares que não conhecem o "usurpador" Maduro.

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