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ESA designa empresas para futuras explorações em Marte e na Lua

A Lua em 13 de maio de 2019, fotografada de Cannes afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. outubro 2020 - 06:10
(AFP)

A Agência Espacial Europeia (ESA) fechou vários contratos com fabricantes da região para desenvolver equipamentos para futuras missões de exploração da Lua e Marte, informaram fontes coincidentes nesta quarta-feira (14).

Estados Unidos planeja retornar à Lua em 2024, através do programa Artemis, e contará com a fabricante aeronáutica europeia Airbus para construir o terceiro módulo de serviço europeu do veículo espacial Orion, segundo anunciou a ESA em um comunicado, em meio ao 71º Congresso Internacional de Astronáutica.

Estados Unidos também fechou com a Airbus o desenvolvimento de um projeto de módulo de pouso lunar, EL3. Lançado pelo Ariane 6, transportará "até 1,7 toneladas de carga para qualquer lugar da Lua", afirmou a empresa.

Também está prevista a construção da estação espacial "Lunar Gateway", que orbitará em torno da Lua a partir de 2023 e servirá como laboratório e ponto de descanso dos astronautas.

A empresa Thales Alenia Space (TAS) desenvolverá o módulo de habitação I-HAB para essa estação.

A primeira parcela do contrato da ESA com o programa Artemis chegou a 36 milhões de euros (42 milhões de dólares) e o total será de 327 milhões de euros (383 milhões de dólares).

A TAS também projetará o módulo de comunicação e abastecimento da Esprit, cujo contrato é de 295 milhões de euros (346 milhões de dólares) e a estrutura do módulo de logística e habitação Halo, um dos primeiros da Gateway.

Quanto a Marte, segundo a agência, a exploração "será marcada pela campanha internacional Mars Sample Return", que pretende recolher amostras do planeta vermelho para devolvê-las à Terra.

A ESA encarregou a Airbus de desenvovler o astromóvel "Sample Fetch Rover", que recolherá as amostras obtidas de Marte pelo robô americano Perseverance, que decolou em julho.

Também construirá o Earth Return Orbiter, que trará as amostras para a Terra em 2031. O contrato é de 491 milhões de euros (577 milhões de dólares).

Na terça-feira, a Nasa anunciou que sete países assinaram o que chama de "Acordos Artemis", um texto que visa enquadrar legalmente a nova onda de exploração da Lua e outros astros e autorizar a criação de "zonas segurança", mas as grandes potências espaciais rivais não estão entre eles.

Os países signatários são: Austrália, Canadá, Itália, Japão, Luxemburgo, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.

Nem a China, nem a Rússia fazem parte até o momento, levantando temores do surgimento de um "Faroeste" no espaço, uma vez que o grande tratado internacional que rege o espaço, datado de 1967, permanece vago sobre a questão da exploração de recursos extraterrestres.

A Nasa tem pressa em abrir um precedente ao definir um regime jurídico que autoriza explicitamente as empresas privadas a operar em outros astros de maneira protegida.

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