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Escândalos financeiros no banco do Vaticano ficaram para trás, afirma seu presidente

Jean-Baptiste de Franssu, um católico praticante de 51 anos, foi durante muito tempo presidente da empresa de gestão de investimentos Invesco-Europe. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. julho 2014 - 12:08
(AFP)

As operações criminosas que mancharam a reputação do Instituto de Obras Religiosas (IOR), o banco do Vaticano, ficaram para trás, afirmou nesta quinta-feira seu novo presidente, o francês Jean-Baptiste de Franssu.

"Acredito que no passado houve muito exagero e foco sobre este estabelecimento", declaro à rádio Europe 1 De Franssu, nomeado na véspera presidente do IOR pelo papa Francisco.

"Dito isso, ocorreram efetivamente operações criminosas, mas elas ficaram para trás" e "hoje as regras são rígidas", acrescentou.

"O papa se guia por três grandes princípio no que diz respeito às atividades administrativas e financeiras: a transparência, a responsabilidade e a tolerância zero. Ele não protegerá ninguém", nem "mesmo no seio da Igreja", explicou.

O IOR foi acusado de lavagem de dinheiro, inclusive da máfia, e de desvios na gestão de contas. Em 2012, o então presidente da instituição foi destituído e foi cogitada a liquidação pura e simples do banco.

Bento XVI realizou então uma profunda reforma, e cerca de 2.000 contas foram fechadas, lembrou De Franssu.

Atualmente o IOR tem 15.500 clientes de congregações, dioceses e pessoas que trabalham no Vaticano, disse. O banco administra 6 bilhões de euros, 2 bilhões deles em depósitos e 3,4 bilhões em produtos de gestão.

"O objetivo é ganhar dinheiro para permitir ao Santo Padre e à Igreja seguir ajudando os pobres e propagando a fé", disse.

Jean-Baptiste de Franssu, um católico praticante de 51 anos, foi durante muito tempo presidente da empresa de gestão de investimentos Invesco-Europe. Em 2013 participou da comissão encarregada de controlar e colocar ordem no banco do Vaticano.

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