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Escritório europeu da OMS diz que confinamento deve ser 'última opção'

Hans Kluge, diretor da OMS para a Europa, durante encontro com o primeiro-ministro russo em Moscou, em 23 de setembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. outubro 2020 - 21:34
(AFP)

O Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa afirmou nesta quinta-feira (29) que os confinamentos deveriam ser "a última opção", embora o continente seja atualmente o "epicentro" da segunda onda da pandemia do coronavírus.

Os confinamentos "cortam a transmissão comunitária e dão aos sistemas de saúde o espaço necessário para se recuperarem", mas também resultam em um grande custo, disse o diretor regional da organização, Hans Kluge, em mensagem enviada aos ministros de Saúde europeus.

Diante das medidas adotadas na França, que ordenou um confinamento a partir de sexta-feira um pouco mais brando do que o de seis meses atrás, e na Alemanha, que determinou o fechamento de bares e restaurantes, Kluge indicou que uma resposta firme não significa necessariamente um retorno às medidas estritas do passado.

As consequências dos confinamentos nacionais são uma degradação da saúde mental, um aumento da violência doméstica e prejuízos à economia, argumentou ele.

"Frente a esta realidade, consideramos os confinamentos nacionais a última opção, porque significam evitar a possibilidade de um compromisso geral de respeitar medidas básicas e eficazes", disse. "A Europa é mais uma vez o epicentro desta pandemia", acrescentou Kluge.

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