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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante programa televisionado em 21 de abril de 2015

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O governo da Espanha convocou para consultas o embaixador do país na Venezuela, depois de considerar "intoleráveis" as declarações do presidente Nicolás Maduro, que acusou o primeiro-ministro espanhol de apoiar uma "conspiração" internacional.

"Os termos utilizados pelas autoridades, nunca o povo venezuelano, são absolutamente intoleráveis", disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo.

"Levando em consideração o que aconteceu e o grau de irritação verbal observado no presidente Maduro, decidi convocar para consultas nosso embaixador em Caracas, Antonio Pérez Hernández", completou o chefe da diplomacia espanhola.

O presidente venezuelano acusou na terça-feira o chefe de Governo espanhol, Mariano Rajoy, de estar "por trás de uma conspiração internacional para derrubar o governo constitucional que presido".

Maduro insistiu que Rajoy, a quem voltou de chamar de "racista", colabora com o "terrorismo" na Venezuela e que da Espanha "se financia e se apoia logística e diplomaticamente uma conspiração".

O presidente venezuelano disse que Rajoy pertence a "um grupo de corruptos, de bandidos e de ladrões" e que "praticamente todos os seus companheiros de governo" estão processados ou presos por corrupção.

No dia 15, o governo espanhol convocou o embaixador venezuelano na Espanha para expressar o mal-estar com declarações de Maduro, que acusou Rajoy de "racista" um dia depois do Congresso espanhol aprovar uma resolução que pedia a "libertação imediata" dos líderes opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma, assim como de outros políticos detidos no país.

López, acusado pelo governo de estimular a violência nos protestos do início de 2014 contra o governo de Maduro que deixaram 43 mortos, está na prisão militar de Ramo Verde, a 30 km de Caracas, desde fevereiro de 2014.

Na mesma penitenciária se encontra o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, detido em 19 de fevereiro e acusado de supostos crimes de conspiração.

AFP