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Espanha registra 16.000 novos casos de COVID-19 em três dias e regiões reforçam medidas

Um profissional de saúde usa um cotonete para coletar uma amostra de um homem em um centro de testes de coronavírus em Azpeitia, Espanha, em 15 de agosto de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2020 - 10:29
(AFP)

A Espanha registrou mais de 16 mil novos infectados por coronavírus desde sexta-feira, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira(17), quando algumas regiões como as Ilhas Baleares e o País Basco endureceram as já severas medidas decretadas pelo governo central, como fechar boates e restringir o fumo nas ruas.

Os números indicam um total de 359.082 infectados pelo vírus na Espanha, 16.269 a mais do que no último balanço da sexta-feira.

“Não são números bons, gostaríamos de estar em números muito mais baixos”, reconheceu o diretor do posto de urgência sanitária Fernando Simón, insistindo que é “um aumento progressivo, suave, muito mais moderado ou muito mais fácil de controlar do que em outros períodos".

A Espanha é o país da Europa Ocidental com mais infecções por coronavírus com quase 343.000 e sua taxa de infecção foi de 115 casos por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas, bem acima dos 45 na França, 19 no Reino Unido e 16 na Alemanha.

Diante dessa situação, o governo anunciou na sexta-feira um duro pacote de medidas que inclui o fechamento de boates, horário máximo de abertura de restaurantes e bares à noite, proibição de fumar em espaços abertos se não for possível se manter a pelo menos dois metros de distância e limitação de reuniões a dez pessoas.

Mas são as regiões, competentes em matéria de saúde, que devem implementá-las e fiscalizar o seu cumprimento.

Várias das 17 comunidades autônomas do país já aprovaram as novas medidas e, em alguns casos, outras complementares. É o caso do arquipélago turístico das Baleares que proibiu festas em barcos e piscinas, mesmo durante o dia.

O País Basco declarou “emergência sanitária”, o que permite medidas ainda mais severas, como restrições de mobilidade local, diante de “um possível tsunami” de infecções, segundo a responsável pela saúde, Nekane Murga.

As disposições foram repudiadas no domingo em uma manifestação em Madri que atraiu entre 2.500 e 3.000 pessoas, de acordo com um porta-voz regional.

Com gritos de "liberdade" e faixas que diziam "o vírus não existe" ou "máscaras matam", pessoas se reuniram convocadas por redes sociais em uma praça central para denunciar um suposto exagero dos números da COVID-19 para justificar uma restrição de liberdades.

Como muitos dos participantes não usavam máscaras, obrigatórias nos ambientes externos em toda a Espanha, o delegado do governo em Madrid, José Manuel Franco, anunciou na rádio Cadena Ser que “o que aconteceu será punido com o máximo rigor”.

Grande parte dos novos casos são assintomáticos e a mortalidade do vírus caiu consideravelmente. Desde o confinamento rígido de toda a população por três meses encerrado em 21 de junho, foram registrados pouco mais de 300 das 28.646 mortes no país pela pandemia.

Simón destacou que o aumento de casos se explica pela ampliação da capacidade de diagnóstico, embora reconheça que em alguns hospitais “ equipes médicas já enfrentam um certo nível de stress”.

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