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Especialistas eleitorais da UE visitarão a Venezuela para analisar possível missão de observação

Eleitor vota em eleições parlamentares na Venezuela, em 6 de dezembro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. junho 2021 - 23:09
(AFP)

Delegados da União Europeia visitarão a Venezuela em julho para analisar a possibilidade de envio de uma missão de observação nas eleições de prefeitos e governadores, marcadas para 21 de novembro, anunciou uma autoridade eleitoral nesta sexta-feira (25).

O encarregado de negócios do bloco na Venezuela, "Duccio Bandini, informou ao presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Pedro Calzadilla, da chegada em 6 de julho da missão exploratória que avaliará a participação europeia nas eleições regionais e municipais de novembro", publicou o CNE no Twitter.

A missão, "composta por três funcionários e quatro especialistas eleitorais", deve permanecer na Venezuela até 23 de julho.

A confirmação da visita ocorre quatro dias depois de Josep Borrell, o chefe da diplomacia europeia, anunciar o envio desta missão exploratória.

Questionado sobre a visita, o deputado governista Diosdado Cabello, considerado o número dois do Chavismo, garantiu que "em todas as eleições" na Venezuela há observadores.

"Não temos medo de ninguém vir, aqui há observadores em todas as eleições", mas "a União Europeia se negou".

"Recusou porque a União Europeia tem estado do lado da agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela", acrescentou a repórteres nesta sexta-feira.

Em 2020, a UE enviou uma missão a Caracas para convencer as autoridades venezuelanas a adiar as eleições legislativas daquele ano por um período de "cinco ou seis meses", com objetivo de enviar uma missão de observação eleitoral.

Mas os esforços não renderam frutos e as eleições foram realizadas - apesar do boicote do líder da oposição, Juan Guaidó e seus aliados - deixando o caminho livre para o chavismo, que recuperou o controle do Parlamento por maioria esmagadora.

A UE considera que o Parlamento eleito em 2015, e cujo mandato terminou em janeiro de 2021, é "a última expressão livre dos venezuelanos em um processo eleitoral" e, mais cedo, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá, o grupo mostrou a vontade de "rever" as sanções contra o governo de Nicolás Maduro.

"Elogiamos o progresso substantivo e confiável para restaurar os processos e instituições democráticas essenciais na Venezuela e estamos prontos para revisar as políticas de sanções com base no progresso significativo em uma negociação integral", disseram em um comunicado conjunto.

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