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Nenhuma das 118 pessoas que viajavam a bordo da aeronave da Air Algerie, acidentada na quinta-feira no norte do Mali, sobreviveu à catástrofe.

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Especialistas de vários países tentavam determinar neste sábado as causas do acidente com o voo da Air Algerie no norte do Mali e recuperar e identificar os corpos dos 118 falecidos, uma tarefa complicada, já que a aeronave se desintegrou.

Representantes das famílias de vítimas francesas, libanesas e burquinenses saíram na manhã deste sábado de Uagadugu de helicóptero em direção à zona na qual o avião caiu.

"Queríamos que existissem representantes das famílias francesas, libanesas e burquinenses (...), já que tínhamos poucos lugares" no helicóptero, declarou o ministro burquinense da Administração territorial e Segurança, Jerome Bougouma.

"Fazemos todo o possível para que as famílias possam ver o que ocorreu no local", acrescentou.

Segundo o primeiro-ministro de Burkina Fasso, Luc Adolphe Tiao, o avião se desintegrou em mil pedaços.

Será muito difícil recuperar os corpos das vítimas, afirmou o general Gilbert Diendiéré, chefe do Estado-Maior da presidência burquinense, ao voltar do local do acidente com o presidente Blaise Compaoré.

A aeronave está "completamente desintegrada. É difícil recuperar qualquer coisa, até mesmo os corpos das vítimas, porque só vimos pedaços de carne humana espalhados no chão", declarou o general Diendiéré.

"Os restos estavam espalhados em uma distância de 500 metros, mas pudemos comprovar que isso ocorreu porque o avião primeiro caiuno chão e certamente quicou (...) Uma cratera muito visível no solo mostra que o avião tocou o solo antes de se desintegrar", acrescentou.

Nenhuma das 118 pessoas que viajavam a bordo da aeronave da Air Algerie, acidentada na quinta-feira no norte do Mali, sobreviveu à catástrofe, anunciou na sexta-feira a França.

Neste sábado a segunda caixa-preta do avião foi recuperada por especialistas da Missão da ONU no Mali (MINUSMA), anunciou seu porta-voz, Radhia Ashuri.

"A segunda caixa-preta do avião foi encontrada nesta manhã no local do acidente" por especialistas da MINUSMA na área de Gosi, a 100 km de Gao (norte do Mali), afirmou à AFP Ashuri, contactada de Dakar.

A primeira havia sido encontrada na sexta-feira.

"É um fato positivo, que pode ajudar muito" nas investigações sobre o acidente, disse.

Segundo Ashuri, a segunda caixa-preta deve ser levada a Gao, onde se localiza o centro que coordena as operações relacionadas ao acidente.

No avião da companhia espanhola Swiftair, operado pela Air Algerie, viajavam 54 franceses, 23 burquinenses e cidadãos de outros países, entre eles Canadá, Líbano e Argélia, que declarou um luto nacional de três dias. Os seis membros da tripulação eram espanhóis.

Neste sábado ainda não se sabia a causa da catástrofe. Parentes das vítimas e especialistas esperam entender melhor o ocorrido quando o conteúdo das caixas-pretas for analisado.

Hollande declarou que todas as hipóteses são investigadas, principalmente a que envolve o mau tempo, já que a tripulação havia informado que mudava de rota devido a condições meteorológicas particularmente difíceis.

AFP