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Estudo destaca avanços no tratamento conjunto da hepatite C e do HIV

Cientista examina amostra de vírus da hepatite em laboratório do Centro de Referência Nacional de Hepatites Virais, Cretéil, França afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. julho 2014 - 21:11
(AFP)

Um novo medicamento para a hepatite C mostrou os primeiros resultados positivos em pacientes infectados, tanto por esta doença quanto pelo HIV, que habitualmente são difíceis de tratar, segundo um estudo publicado neste sábado.

Os pacientes tomaram sofosbuvir, um medicamento aprovado para o mercado americano em 2013 e que causou controvérsia devido ao alto preço (cerca de 1.000 dólares por unidade) junto com outro já conhecido, a ribavirina.

O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, foi feito com 220 pessoas durante 12 a 24 semanas.

A maioria dos pacientes (entre 67% e 94%, dependendo do tipo de hepatite C que tiveram e se foram assistidos antes) viu a doença desaparecer e não retornar nas 12 semanas seguintes ao fim do tratamento. Além deste período, as reações são desconhecidas.

Tratar em conjunto a hepatite C e o HIV é difícil porque os pacientes precisam tomar o medicamento interferon no caso da primeira e este tem uma interação péssima com os antirretrovirais.

Sete dos 223 pacientes deste estudo o abandonaram por sintomas adversos, como fadiga, insônia, dor de cabeça e náuseas.

Em artigo vinculado ao estudo, Michael Saag, da Escola de Medicina da Universidade do Alabama (sudeste), disse que a combinação de medicamentos é um "grande salto à frente", mas que seu custo é alto demais para um uso em larga escala: "Um tratamento médio de 12 semanas custa 94.500 dólares e um de 24, 189.000".

"Com sorte, a concorrência entre os novos produtos que chegarem ao mercado nos próximos 18 meses resultará em um preço mais baixo para os medicamentos", acrescentou.

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