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Rebeldes ucranianos em Donetsk. Moscou nega ter feito qualquer intervenção direta no conflito na Ucrânia e acusou Washington de alimentar uma campanha contra o país.

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Os Estados Unidos divulgaram neste domingo imagens de satélite que confirmariam suas alegações de que a artilharia russa disparou em direção à Ucrânia, em apoio aos separatistas pró-russos.

As quatro imagens, obtidas pelo gabinete do diretor de inteligência nacional e enviadas à imprensa pelo departamento de Estado, mostram setores da fronteira entre Rússia e Ucrânia.

Em duas delas aparecem o que os Estados Unidos garantem ser baterias russas em seu território: lançadores múltiplos de foguetes e morteiros autopropulsados.

As imagens também mostram crateras provocadas por impactos perto de posições militares no lado ucraniano da fronteira.

A terceira imagem mostra o que Washington diz ser uma artilharia pesada ativada por separatistas a partir da própria Ucrânia.

"A amplitude da área de impactos perto de unidades militares ucranianas indica que foram disparados foguetes de vários pontos (...), alguns contra um povoado da zona", afirma a legenda da foto.

Moscou nega ter feito qualquer intervenção direta no conflito na Ucrânia e acusa Washington de alimentar uma campanha contra o país.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, reafirmou que Moscou não tem envolvimento direto no conflito ucraniano, durante conversa por telefone neste domingo com o secretário americano de Estado, John Kerry.

Segundo o departamento de Estado, Kerry "não aceitou as negativas do ministro Lavrov sobre o fato de que as armas pesadas da Rússia contribuem com o conflito".

O secretário de Estado também "exortou o ministro Lavrov a deter o envio de armas e os disparos de artilharia da Rússia sobre a Ucrânia, e a ajudar a por fim na escalada do conflito".

A chancelaria russa repercutiu a conversa destacando que Lavrov e Kerry concordaram com a "importância de se obter um cessar-fogo na zona de conflito na Ucrânia e de se iniciar negociações entre os beligerantes com base no acordo de Genebra", acertado em abril.

Na quarta-feira, os Estados Unidos afirmaram que a Rússia havia lançado ataques a partir de seu território e que planejava entregar lança-foguetes mais pesados e poderosos aos seus aliados na Ucrânia, os rebeldes pró-russos.

Para isso, o departamento de Estado citou informação de inteligência até divulgar no sábado as fotografias.

A Ucrânia também se queixou de que dois de seus aviões foram derrubados por mísseis disparados a partir de território russo, mas esta informação não foi confirmada pelos Estados Unidos.

Os temores dos danos que os separatistas pró-russos provocam com armas pesadas russas aumentaram fortemente depois que um avião comercial malaio foi derrubado quando voava sobre a Ucrânia com 298 pessoas a bordo.

Neste domingo, policiais holandeses e australianos cancelaram uma visita ao local onde o avião da Malaysia Airlines foi derrubado, em meio aos combates entre o Exército ucraniano e os separatistas pró-russos.

"Continuam ocorrendo combates. Não podemos nos arriscar", declarou Alexander Hug, vice-diretor da missão especial na Ucrânia da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que supervisionava a visita.

AFP