Navigation

EUA afirma que esforços para depor Maduro funcionam, mas demoram

O almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul americano, em 21 de junho de 2019 na base aérea José Enrique Soto em Comayagua, Honduras afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. outubro 2020 - 22:29
(AFP)

Os esforços internacionais para depor o mandatário venezuelano Nicolás Maduro "funcionaram", mas o processo levará tempo, defendeu nesta segunda-feira (5) o almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul americano.

O governo de Donald Trump lidera desde janeiro de 2019 uma ofensiva diplomática a favor do líder parlamentar Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela, embora cresça a impaciência entre os opositores de Maduro, que esperavam um maior fortalecimento político após dois anos de sanções econômicas ao país.

"Muitas vezes me perguntam: por que está demorando tanto? Por que os esforços dos Estados Unidos não funcionaram?", revelou Faller em uma mesa redonda online ao lado da assessora política, a embaixadora Jean Manes, organizada pelo fórum empresarial Conselho das Américas.

"Eu diria que os esforços dos Estados Unidos funcionaram", respondeu o almirante, embora não "suficientemente rápido para o povo venezuelano".

"Demorou uma geração para chegar a este ponto e levará um certo tempo para colocar em prática o processo democrático do representante [Elliott] Abrams", continuou, em referência ao alto funcionário americano encarregado da Venezuela.

Faller acrescentou que Maduro se mantém no poder graças a fatores externos de responsabilidade de Cuba, que fornece serviços de inteligência; Rússia, que fornece ajuda econômica e militar; China, que é seu principal credor; e Irã, que fornece petróleo.

"Tudo se encaixa como a trama complexa do mais intrincado tapete persa", disse Faller, atribuindo a esses fatores "a lenta mudança em direção à democracia".

O líder do Comando Sul, responsável pelas operações militares dos Estados Unidos no Caribe, nas Américas Central e do Sul, parabenizou a Colômbia por superar os desafios do narcotráfico, do fluxo de migrantes venezuelanos e da pandemia.

“O processo de paz teve desafios devido às ameaças que a Colômbia encontra na vizinhança”, disse Faller, referindo-se aos cinco milhões de pessoas que, segundo a ONU, fugiram da Venezuela, muitos através da fronteira com a Colômbia.

"E, além disso, tiveram que lidar com a covid-19", completou o almirante.

Faller condenou também a pesca ilegal, a maior parte da qual seria responsabilidade da China, "uma influência corrosiva neste hemisfério", concluiu.

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.