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EUA afirma que sanções a Cuba e Venezuela permitem ajuda humanitária

Funcionários municipais desinfetam rua de Caracas em 2 de abril de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. abril 2020 - 01:18
(AFP)

O departamento do Tesouro dos Estados Unidos destacou nesta quinta-feira que sua política de sanções contra os governos de Cuba e de Venezuela permitem ajuda humanitária e o comércio para combater a COVID-19.

O programa de sanções "geralmente permite o comércio relacionado à ajuda humanitária legítima", assinalou o departamento do Tesouro em um comunicado, no qual inclui as exceções previstas para Cuba, Irã, Coreia do Norte e Venezuela, entre outros.

Em relação ao bloqueio envolvendo a Venezuela, o Tesouro informou que "está desenhado para limitar as fontes de renda do regime ilegítimo" de Nicolás Maduro, que os Estados Unidos não reconhecem como presidente por irregularidades nas eleições de 2018.

Para o Tesouro, este programa é uma forma de "responsabilizar os que se colocam no caminho para impedir o retorno da democracia na Venezuela, mas assegurando um fluxo de bens humanitários e serviços ao povo venezuelano".

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou que "a administração Trump segue mentindo sobre supostas exceções às sanções" contra seu país. "Os recursos estão bloqueados, os bancos e fornecedores não trabalham mais com a Venezuela por medo de sanções".

Em relação ao bloqueio de Cuba, o subsecretário interino para o Hemisfério Ocidental dos EUA, Michael Kozak, declarou que "o embargo tem como alvo o regime comunista, que durante décadas oprimiu o povo".

O embargo sempre permitiu a ajuda humanitária e assistência ao povo cubano", afirmou o diplomata.

Já o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou que "o bloqueio coloca Cuba sob uma pressão extraordinária para garantir os insumos materiais e os equipamentos que sustentam o sistema de saúde pública e as condições específicas para se enfrentar esta pandemia".

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