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EUA ameaçam fechar fronteira com o México por causa de imigrantes centro-americanos

(17 out) Moradores da cidade de Teculután, Guatemala, oferecem comida e bebida a migrantes de Honduras a caminho dos Estados Unidos afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. outubro 2018 - 13:28
(AFP)

O presidente Donald Trump ameaçou nesta quinta-feira fechar a fronteira Estados Unidos-México se o país vizinho não impedir o fluxo de migrantes originários da América Central.

"Além de interromper todos os pagamentos a esses países, que parecem não ter quase nenhum controle sobre sua população, devo pedir ao México que pare esse avanço e, se não conseguir, vou chamar os militares e FECHAR NOSSA FRONTEIRA SUL", tuitou.

Milhares de hondurenhos viajam atualmente rumo aos Estados Unidos.

Esses comentários acontecem num momento em que o secretário de Estado, Mike Pompeo, está se preparando para visitar o Panamá nesta quinta-feira e o México na sexta-feira.

A ameaça também é feita a menos de três semanas das eleições de meio mandato, nas quais os republicanos correm o risco de perder a maioria no Congresso.

"Vejo o ataque liderado pelo Partido Democrata (porque querem fronteiras abertas e as fracas leis existentes) contra o nosso país frente a Guatemala, Honduras e El Salvador, cujos líderes fazem pouco para acabar com este grande fluxo de pessoas, INCLUINDO MUITOS CRIMINOSOS", escreveu Trump.

Na terça-feira, o presidente americano ameaçou os líderes de Honduras, Guatemala e El Salvador com acabar com a ajuda financeira que Washington lhes concede, se não pararem os imigrantes hondurenhos que tentam chegar aos Estados Unidos.

Trump também ressaltou que a questão migratória é muito mais importante para ele como presidente do que o novo acordo entre os Estados Unidos, México e Canadá (USMCA, em inglês, AEUMC, em espanhol).

Milhares de hondurenhos partiram no sábado de San Pedro Sula, no norte de Honduras, após uma convocação feita pelas redes sociais.

As autoridades guatemaltecas não têm registro dos hondurenhos que cruzaram a fronteira nesta caravana, mas cerca de 3.000 imigrantes foram acolhidos num abrigo gerido pela Pastoral dos Migrantes da Igreja Católica.

Neste contexto, os chanceleres e vice-chanceleres de Honduras, Guatemala e El Salvador se reuniram na quarta-feira em Tegucigalpa para discutir a crise de imigração, com a participação de um enviado especial do presidente eleito do México, Manuel Lopez Obrador.

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