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EUA aprovam remdesivir para tratamento da COVID-19

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Este conteúdo foi publicado em 01. maio 2020 - 20:14
(AFP)

A agência americana reguladora de medicamentos e alimentos (Food and Drug Administration, FDA) autorizou o uso do antiviral remdesivir para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus, anunciou nesta sexta-feira (1) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O uso deste antiviral feito pelo laboratório americano Gilead Sciences foi aprovado depois que um grande teste clínico mostrou que reduz o tempo de recuperação em alguns pacientes com o novo coronavírus.

Foi a primeira vez que um medicamento mostrou eficácia contra a doença.

"Estou feliz em anunciar que a Gilead (fabricante) obteve da FDA uma autorização urgente para o uso do remdesivir", informou Trump na Casa Branca, ao lado do presidente da empresa, Daniel O'Day.

Estamos honrados com este primeiro passo para pacientes internados", disse O'Day, acrescentando: "Queremos garantir que nada atrapalhe os pacientes que recebem o medicamento".

A empresa anunciou anteriormente que doaria cerca de 1,5 milhão de doses. Isso equivale a aproximadamente 140.000 tratamentos, com base em uma duração de 10 dias.

O remdesivir, que é administrado por injeção, já estava disponível para alguns pacientes que se inscreveram ou participaram dos testes.

A aprovação permite que seja distribuído muito mais amplamente e usado por adultos e crianças hospitalizadas que estão gravemente doentes.

A FDA, que deu luz verde a esse uso emergencial, define como estado de gravidade aquele com os baixos níveis de oxigênio no sangue, o que torna necessário receber oxigenoterapia ou estar conectado a um respirador.

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) divulgou na quarta-feira resultados encorajadores de um teste clínico envolvendo mais de 1.000 pessoas.

Esta pesquisa revelou que pacientes hospitalizados com COVID-19 com dificuldade respiratória melhoraram mais rapidamente do que aqueles que receberam um placebo.

Especificamente, os pacientes que tomaram o medicamento tiveram um tempo de recuperação 31% mais rápido.

"Embora os resultados tenham sido claramente positivos do ponto de vista estatístico, eles foram modestos", disse na quinta-feira Anthony Fauci, cientista que lidera o NIAID e um dos principais conselheiros de Trump nesta pandemia.

Mas, embora não seja considerado uma cura milagrosa, o estudo com remdesivir pode abrir caminho para melhores tratamentos, de acordo com Fauci.

O remdesivir é incorporado ao genoma do vírus, causando um curto-circuito no processo de replicação.

Foi desenvolvido para tratar o Ebola, uma febre hemorrágica viral, mas não aumentou as taxas de sobrevivência como outros medicamentos.

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