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O chefe da diplomacia americana, o secretário de Estado John Kerry

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Washington confirmou, nesta segunda-feira, que 24 funcionários do governo venezuelano tiveram seus vistos de viagens aos Estados Unidos negados por suspeita de violação dos direitos humanos em recentes protestos nesse país, declarou o Departamento de Estado americano.

Em entrevista à W Radio da Colômbia, o subsecretário adjunto para a América Latina, John Feeley, revelou que foram tomadas medidas "muito focalizadas, muito específicas, para restringir a entrada nos Estados Unidos de 24 funcionários venezuelanos, principalmente da força militar".

"Os que violaram os direitos humanos do povo venezuelano não devem ser aceitos aqui nos Estados Unidos. Isso é uma decisão soberana (...) que, francamente, tomou muito tempo para ser decidida, para fazermos consultas com governos na região, tanto o governo colombiano quanto os brasileiros, e consultarmos nossos próprios congressistas e senadores", disse o funcionário americano em declarações dadas em espanhol.

A medida, tomada na semana passada contra ministros, assessores presidenciais do governo de Nicolás Maduro, militares, juízes e outros funcionários, não afeta os cidadãos venezuelanos comuns que quiserem viajar para os Estados Unidos, garantiram as autoridades.

"São alguns dos que participaram daquilo que nós percebemos como uma repressão sistemática de parte do governo contra as forças democráticas nas ruas, que simplesmente querem dar voz à sua opinião (...) Não vamos permanecer silenciosos diante do que vemos como atropelos do governo venezuelano diante das liberdades fundamentais", acrescentou Feeley.

Washington dirigiu as sanções a funcionários acusados de "detenções arbitrárias" e de "uso excessivo da força" para controlar os protestos antigovernamentais que varreram várias cidades venezuelanas entre fevereiro e maio. Pelo menos 43 pessoas morreram nos confrontos ocorridos nesse período.

Na semana passada, o chanceler venezuelano, Elías Jaua, classificou as sanções de "ações desesperadas" e de "represálias".

AFP