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EUA diz que 'facilitadores financeiros' drenam recursos da Venezuela

O secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. outubro 2018 - 19:23
(AFP)

Os "facilitadores financeiros" do governo do presidente Nicolás Maduro estão se beneficiando com a venda de recursos do povo da Venezuela, denunciou nesta sexta-feira o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin.

A declaração se refere à Rússia e China, as duas principais fontes de crédito para socorrer Caracas em troca de petróleo ou participação nas empresas venezuelanas, como a Citgo, subsidiária da petroleira estatal PDVSA que opera nos Estados Unidos.

Mnuchin e outros 15 ministros das finanças concordaram em trabalhar juntos para "mobilizar recursos adicionais" que ajudem a enfrentar a crise humanitária que desde 2015 levou 1,9 milhão de venezuelanos para fora do país, segundo a ONU.

Em comunicado divulgado em Bali, Indonésia, onde o FMI realiza sua reunião anual, Mnuchin criticou "a venda secreta de recursos do povo venezuelano para encher os cofres dos facilitadores financeiros de Maduro".

A Venezuela tem sua economia em queda livre, com escassez de alimentos e medicamentos, e uma inflação que segundo o FMI atingirá 1.350.000% este ano e 10.000.000% em 2019.

"Solicitamos a todos os países que têm emprestado ao regime de Maduro que assegurem total transparência e divulguem as condições e garantias impostas ao povo venezuelano", declarou Mnuchin após se reunir em Bali com ministros da América, Europa e Japão.

O secretário do Tesouro pediu aos ministros da Fazenda que ajudem a "desmantelar as redes de corrupção de membros do regime de Maduro, que enriquecem em detrimento do povo venezuelano".

Mnuchin acusou Maduro de aplicar "políticas destrutivas" diante do colapso econômico e afirmou que o líder venezuelano "carece de legitimidade para pedir dinheiro em nome da Venezuela".

Washington impôs severas sanções financeiras a funcionários e entidades da Venezuela, incluindo Maduro, que impedem o acesso a créditos internacionais através dos mercados americanos.

Participaram da reunião de Bali Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, França, Alemanha, Guiana, Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Estados Unidos e Grã-Bretanha.

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