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EUA diz que Maduro paga suborno para impedir reeleição de Guaidó

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Este conteúdo foi publicado em 20. dezembro 2019 - 16:50
(AFP)

O representante especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliott Abrams, acusou o governo de Nicolás Maduro de tentar "impedir" a reeleição do líder da oposição Juan Guaidó como chefe parlamentar com subornos de até US$ 500.000.

"O regime está usando uma combinação de ameaças, prisões e subornos, de até US$ 500.000 por voto - nos disseram - para impedir a reeleição de Juan Guaidó", afirmou Abrams em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

"A evidência vem de pessoas a quem foi oferecido subornos e que nos contaram sobre a aceitação de subornos por algumas pessoas na Assembleia Nacional", completou.

Considerada por Washington como "a última instituição democrática da Venezuela" e o único poder controlado pela oposição, a Assembleia Nacional elegerá em 5 de janeiro seu conselho para 2020.

Guaidó, reconhecido pelos Estados Unidos e por cerca de 50 países como presidente interino por considerar a reeleição de Maduro "fraudulenta", procura permanecer no cargo com o objetivo de promover a saída do presidente e organizar novas eleições.

Maduro reagiu acusando Abrams de "mentir" e chamou o funcionário de "velhinho malvado".

"Deu uma entrevista coletiva nos Estados Unidos este Elliott Abrams, um velhinho malvado, e estava nervoso", disse Maduro em rede nacional de rádio e TV.

O líder chavista vinculou Abrams ao diplomata James Story, chefe do Escritório de Assuntos Venezuelanos criado na embaixada americana em Bogotá, que fazem campanha contra a Força Armada venezuelana e os órgãos de segurança do Estado.

"Abrams e Jimmy Story (...) têm mentido para Donald Trump todo o ano de 2019. Estão lhe enganando, dizem que há tal coisa mas não têm nada", disse Maduro.

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