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EUA dizem que hackers chineses estão tentando roubar pesquisas sobre vacinas para a COVID-19: relatório

(Arquivo) O FBI e o Departamento de Segurança Interna planejam lançar um alerta sobre os hackers chineses afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. maio 2020 - 14:39
(AFP)

O FBI (Federal Bureau of Investigation) e especialistas em segurança cibernética dos Estados Unidos acreditam que hackers chineses estão tentando roubar pesquisas sobre o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, segundo dois jornais informaram nesta segunda-feira (11).

O FBI e o Departamento de Segurança Interna planejam lançar um alerta sobre os hackers chineses, enquanto que governos e empresas privadas estão na corrida para desenvolver uma vacina para a COVID-19, relataram o Wall Street Journal e o New York Times.

Os hackers também estariam procurando por informações e propriedade intelectual em tratamentos e testes para a COVID-19.

Autoridades dos EUA alegaram que os hackers estão ligados ao governo chinês, segundo os relatórios.

O aviso oficial americano sobre a situação pode ser divulgado em alguns dias.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Zhao Lijian, rejeitou a acusação, dizendo que a China é firmemente contrária a todos os tipos de ataques cibernéticos.

"Estamos liderando o mundo no tratamento e na pesquisa de vacinas para a COVID-19. É imoral atacar a China com boatos e calúnias na falta de qualquer evidência", ressaltou Zhao.

Questionado sobre os relatórios, o presidente Donald Trump não os confirmou, mas disse: "O que há de novo na China? O que mais há de novo? Diga-me. Não estou feliz com a China".

"Estamos observando eles de perto", acrescentou.

O aviso emitido pelos EUA integraria uma série de alertas e relatórios nos quais acusam-se hackers apoiados pelo governo em países como Irã, Coreia do Norte, Rússia e China de atividades maliciosas relacionadas à pandemia, como a divulgação de notícias falsas para trabalhadores e cientistas.

Diante desse cenário, o New York Times disse que poderia ser o início de contra-ataques oficiais autorizados por agências americanas relacionadas à guerra cibernética, incluindo o Cyber Command do Pentágono e a Agência de Segurança Nacional.

Na última semana, O Reino Unido e os Estados Unidos alertaram em uma mensagem conjunta sobre o aumento do número de ataques cibernéticos contra profissionais de saúde envolvidos no combate ao coronavírus.

Os ataques seriam organizados por criminosos "frequentemente ligados a outros setores estatais".

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido e a Agência de Infraestrutura e Segurança Cibernética dos EUA disseram ter detectado atividades de roubo de senhas em larga escala - hackers que tentam acessar coorganizações de saúde e de pesquisa médica.

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