Navigation

EUA está mal preparado para enfrentar coronavírus, diz sindicato de enfermeiros

Passageiros com máscaras desembarcam em Los Angeles, em 5 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. março 2020 - 23:08
(AFP)

O maior sindicato de enfermeiros dos Estados Unidos denunciou nesta quinta-feira (5) a falta de preparo de muitos hospitais para enfrentar a epidemia do novo coronavírus.

Os enfermeiros trabalham sem o equipamento de proteção necessário, além de precisarem de mais conhecimentos e treinamento sobre a doença que começa a se propagar pelo país, disse a diretora do National Nurses United, Bonnie Castillo.

"Até o dia de hoje, mais de 80 de nossas enfermeiras afiliadas ficaram em quarentena", disse em uma coletiva de imprensa na Califórnia realizada pelo sindicato, que afirma ter 150 mil membros.

"Não é uma estratégia de sucesso deixar os enfermeiros e outros funcionários da área da saúde desprotegidos".

A NNN fez uma pesquisa nacional no último mês, na qual mais de 6.500 enfermeiros participaram.

Os resultados foram "verdadeiramente assustadores", disse Jane Thomason, especialista em higiene do sindicato.

"Mostram que uma grande porcentagem dos hospitais de nosso país não estão preparados para tratar com segurança o COVID-19".

Apenas 29% dos que responderam à pesquisa disseram ter um plano de isolamento em seus locais de trabalho para pacientes potencialmente infectados.

"Os 23% informaram que sequer sabem se existe um plano em andamento", ressaltou Thomason, alertando que mais de um terço não tinha acesso a máscaras protetoras e a metade não tinha recebido nenhuma informação sobre o novo vírus.

Thomason criticou o combate à epidemia por parte do governo americano, que considera como tendo começado tarde e ter um método pouco rigoroso.

"Agora é que reagimos quando há meses poderíamos ter sido proativos".

Denunciou ainda a decisão dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de reduzir os pedidos de respiradores e máscaras para os doentes.

"Não é momento para relaxar", concluiu Thomason.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.