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EUA libertará 6 presos de Guantánamo que irão para o Uruguai

Centro de detenção de Guantánamo é visto em 9 de abril de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. julho 2014 - 00:47
(AFP)

Os Estados Unidos libertarão em agosto seis prisioneiros do centro de detenção de Guantánamo que serão recebidos pelo Uruguai, como parte de um acordo entre os presidentes Barack Obama e José Mujica.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, informou ao Congresso sobre a transferência dos prisioneiros, que figuram em uma lista de detentos que serão libertados, disse nesta quarta-feira à AFP um funcionário do governo americano que pediu para não ser identificado.

Mujica anunciou em março e confirmou em maio que o Uruguai estava disposto a receber, de forma incondicional e como pessoas livres, seis detentos de Guantánamo.

"Para nós serão seis cidadãos que trataremos de situar em alguns lugares do país, que trabalharão se quiserem e que poderão partir", disse Mujica na semana passada à AFP, ao explicar que serão considerados refugiados e pessoas livres.

Dos 149 presos que permanecem na prisão da base naval de Guantánamo, na ilha de Cuba, 78 receberam uma "aprovação de transferência" do governo porque não constituem uma ameaça para os Estados Unidos.

"Os Estados Unidos agradecem seu sócio, o Uruguai, por este importante gesto humanitário e pela generosa ajuda do governo enquanto prosseguimos com nossos esforços para fechar o centro de detenção de Guantánamo", destacou Ian Moss, porta-voz do departamento de Estado.

Durante o governo Obama, 89 detentos saíram de Guantánamo, dos quais cerca de 50 foram enviados a outros países, lembrou Moss.

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