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EUA prepara onda de detenções de imigrantes clandestinos, diz imprensa

Menina hondurenha chora enquanto sua mãe é revistada perto da fronteira entre Estados Unidos e México, em McAllen (Texas), em 12 de junho de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. junho 2019 - 23:17
(AFP)

Os Estados Unidos estão preparando a detenção de 2.000 imigrantes sem documentos que vieram com suas famílias ao país e tal operação pode começar no próximo domingo, informaram vários meios de comunicação locais.

O presidente Donald Trump prometeu na segunda-feira que na semana que vem a polícia migratória começaria a expulsar "milhões" de imigrantes ilegais estabelecidos nos Estados Unidos, sem dar mais detalhes.

Seu tuíte acelerou os preparativos iniciados há semanas e, segundo fontes anônimas citadas por Washington Post, NBC e CNN, as detenções poderiam começar ao amanhecer de domingo em uma dezena das principais cidades do país, incluindo Houston, Chicago, Nova York e Miami.

Os imigrantes que não se apresentaram a audiências judiciais ou que receberam notificações de expulsão poderão ser detidos em casa ou local de trabalho.

No entanto, o secretário interino de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kevin McAleenan, duvida sobre certos aspectos da operação, disseram os meios.

Destacou particularmente o risco de se separar as famílias, por exemplo, se as crianças estão em situação legal mas seus pais não.

Donald Trump transformou a luta contra a imigração clandestina em uma das metas de sua presidência. Na primavera boreal de 2017, seu governo declarou uma política de "tolerância zero" na fronteira com o México, o que levou à separação de centenas de famílias.

As tragédias vividas por estas famílias geraram críticas inclusive entre republicanos, e o presidente ordenou em junho de 2017 o fim dessa política.

Desde então, os fluxos migratórios aumentaram constantemente, com um número crescente de famílias e menores provenientes principalmente de Honduras, Guatemala e El Salvador.

Em maio, mais de 144.000 imigrantes foram presos ou devolvidos à fronteira sul, contra uma média de 20.000 nos primeiros meses da presidência de Trump.

Expulsando famílias inteiras, o magnata republicano quer enviar uma mensagem dissuasiva à América Central.

Mas seu anúncio de "milhões" de deportações, na véspera do lançamento de sua campanha de reeleição para 2020, foi percebido como um objetivo impossível de alcançar.

As expulsões atingiram um máximo de cerca de 400.000 por ano no início da década de 2010, e estiveram em torno de 250.000 por ano após a eleição de Donald Trump.

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