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EUA proíbe ministro cubano de entrar no país por ação na Venezuela

O ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, general Leopoldo Cintra (E), durante visita a Havana do presidente etíope, Mulatu Teshome Wirtu, em janeiro de 2018. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. janeiro 2020 - 21:46
(AFP)

Os Estados Unidos proibiram a entrada em seu território do ministro cubano das Forças Armadas Revolucionárias, Leopoldo Cintra, acusado de violar os direitos humanos de opositores ao governo de Nicolas Maduro na Venezuela, informou nesta quinta-feira o secretário de Estado, Mike Pompeo.

O ministério liderado por Cintra "está envolvido em graves violações e abusos dos direitos humanos na Venezuela, incluindo tortura, maus-tratos e castigos cruéis, desumanos e degradantes" contra os opositores.

Segundo Pompeo, a medida também afeta os filhos do ministro: Deborah e Leopoldo Cintra González.

"Desmantelar a democracia da Venezuela aterrorizando os venezuelanos para que se submetam é o objetivo do MINFAR e do regime cubano", declarou Pompeo.

A medida se baseia na autoridade do secretário de Estado de negar a entrada no país de qualquer estrangeiro envolvido em "corrupção significativa" ou "violação grave dos direitos humanos".

O governo de Donald Trump, que acusa Havana de ser um dos principais aliados de Maduro, exortou a comunidade internacional a aderir à pressão sobre Havana.

"Alentamos firmemente outros governos e organizações internacionais a continuar denunciando a responsabilidade do regime cubano nas violações e abusos dos direitos humanos e das liberdades fundamentais em Cuba, Venezuela e outros lados", declarou Pompeo.

Estados Unidos e outros 50 países tentam forçar a saída de Maduro e a realização de eleições livres e transparentes na Venezuela, e reconhecem o líder opositor e chefe do Parlamento, Juan Guaidó, como presidente interino.

Mas apesar da pressão política e econômica, Maduro se mantém no poder com o apoio de Cuba, Rússia e China.

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