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A presidente brasileira, Dilma Rousseff, em Brasília, no dia 9 de junho de 2015

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Prevista para 30 de junho, a visita da presidente Dilma Rousseff a Washington será o ponto mais alto de um ano "crucial" para as relações bilaterais, disse nesta terça-feira a subsecretária de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson.

"Vejo esta visita (de Dilma) e a nossa relação em geral como algo muito positivo para os dois países", disse Jacobson.

"Vejo 2015 como um ano crucial, no qual nossa relação está em alta", completou.

Ao falar em um seminário no centro de estudos Wilson Center, Jacobson comentou que um dos passos mais importantes nesta melhoria do diálogo foi a superação da aguda crise diplomática deflagrada em 2013, após denúncias de espionagem global contra os Estados Unidos.

Um telefone de Dilma foi "grampeado" pela Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês), o que motivou o adiamento de uma visita de Estado da presidente programada para outubro de 2013.

Na visão de Dilma, a melhoria nas relações bilaterais ocorreu "por várias razões, em parte porque nos movemos além da crise" envolvendo a espionagem.

Para Jacobson, também existem "razões econômicas que promovem a retomada da agenda, porque uma cooperação prática é benéfica para ambos".

"Há um enorme número de coisas que podemos conseguir com o Brasil", completou.

O escândalo planetário gerado pelas revelações do ex-analista de Inteligência Edward Snowden literalmente abalou um esforço de vários anos para melhorar as relações bilaterais entre Washington e Brasília.

O presidente americano, Barack Obama, enviou seu vice, Joe Biden, ao Brasil para recuperar o nível do diálogo, em um esforço que será completado quando Dilma desembarcar em Washington no final do mês.

Dilma ficará na Blair House, residência oficial para hóspedes do governo americano, e participará em 29 de junho de um jantar com a família de Obama na Casa Branca. Em 30 de junho, Biden prestará homenagem a Dilma com um almoço no Departamento de Estado.

Dilma afirmou que a agenda de sua visita a Washington se concentrará na cooperação bilateral para ações contra a mudança climática, além de opções para o desenvolvimento de fontes renováveis de energia.

AFP