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EUA quer uma mudança radical da OMS, diz Pompeo

Funcionária confere caixas com EPIs destinadas à Organização Mundial da Saúde (OMS) afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. abril 2020 - 16:06
(AFP)

Os Estados Unidos buscam uma "mudança radical" da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse nesta terça-feira (14) o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, depois que Washington ameaçou reter suas contribuições à instituição durante a pandemia do novo coronavírus.

O presidente Donald Trump prometeu anunciar esta semana informações sobre os fundos que o país destina ao organismo sanitário da ONU frente à crise do novo coronavírus. O país é o maior contribuinte da OMS, com um aporte de US$ 400 milhões no último ano.

"A Organização Mundial da Saúde em sua história tem feito um bom trabalho. Infelizmente, aqui não fez o melhor", disse Pompeo em declarações ao programa de rádio da Flórida "Good Morning Orlando".

"Precisamos ter certeza de que garantimos esforços para mudar isso radicalmente ou para tomar uma decisão diferente", ressaltou.

"Vamos fazer nossa parte para ter certeza de que essas importantes obrigações da saúde mundial, coisas que também manterão os americanos seguros, realmente funcionem", disse Pompeo.

O governo Trump, que frequentemente critica as agências da ONU, disse que a OMS confiou muito nos números oficiais chineses depois que o vírus apareceu no final do último ano em Wuhan.

A OMS, citando médicos chineses, disse nas primeiras semanas que não tinham informação de que a transmissão ocorresse entre humanos e elogiou a transparência de Pequim.

Os críticos de Trump dizem que o presidente americano está buscando um bode expiatório estrangeiro por ter recebido ataques em relação a como está lidando com a pandemia no país, onde o contágio provocou a morte de mais de 23.700 pessoas.

Quando questionado em uma entrevista sobre uma proposta no Congresso para que as vítimas americanas do coronavírus processem a China, Pompeo disse que os registros de todos os países serão eventualmente analisados.

"Aqueles que foram responsáveis tanto pela perda de vidas, pela tragédia que ocorre nos Estados Unidos e o dano econômico em todo o mundo, estou muito confiante de que o governo liderará uma forma de que prestem contas, tanto esses países como os indivíduos responsáveis", disse Pompeo à rádio Houston KSEV.

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