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EUA realiza primeiro trasplante renal de doador vivo com HIV

Dr. Dorry Segev, em 2012 durante uma cirurgia de transplante renal no Johns Hopkins Hospital, lidera a equipe por trás do inovador transplante de órgãos para pacientes HIV positivos. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. março 2019 - 19:02
(AFP)

Cirurgiões norte-americanos anunciaram nesta quinta-feira o primeiro transplante de rim de um doador vivo com HIV para um receptor também com HIV, o que foi considerado um avanço médico global.

O rim de uma mulher com HIV positivo foi transplantado para outra pessoa portadora do vírus da Aids, informaram os médicos do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore.

Nina Martinez, de 35 anos, doou um de seus rins a um receptor anônimo em uma operação realizada nesta segunda-feira.

Martinez inicialmente queria doar um rim para um amigo, mas depois de sua morte, ela permaneceu como doadora para uma pessoa anônima, segundo o Hospital Johns Hopkins.

Os médicos achavam que era perigoso demais deixar uma pessoa com HIV com somente um rim.

A decisão de transplantar demonstra a confiança dos cientistas nos atuais medicamentos antirretrovirais, que permitem aos pacientes levar uma vida normal, ou bem próximo disso.

Dorry Segev, professor associado de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, estima que entre 500 e 600 pessoas soropositivas possam doar órgãos todos os anos nos Estados Unidos.

Até agora, apenas os órgãos extraídos de pessoas que morreram com o HIV podiam ser transplantados.

O hospital recebeu a autorização em 2016 para realizar o primeiro transplante desse tipo, e aguardava desde então encontrar pacientes compatíveis.

O receptor do transplante deve continuar tomando antirretrovirais.

"Ao remover este destinatário da lista de espera, todos ganham um lugar, tenham HIV ou não", disse o doador ao Washington Post.

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