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EUA retira sanções de ex-chefe de Inteligência venezuelano após deserção

Vice-presidente americano Mike Pence na Casa Branca em 6 de maio de 2019, em Washington, DC afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. maio 2019 - 20:05
(AFP)

Os Estados Unidos levantaram, nesta terça-feira (7), "com efeito imediato", as sanções econômicas contra o ex-chefe da Inteligência da Venezuela Christopher Figuera após ele apoiar, na semana passada, uma rebelião fracassada contra o presidente Nicolás Maduro.

Em um discurso no Departamento de Estado, o vice-presidente americano, Mike Pence, disse que Washington espera que este passo inspire outros altos funcionários de Caracas a respaldar o líder parlamentar Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino e foi reconhecido por cerca de 50 países, como EUA e Brasil.

"Os Estados Unidos considerarão o fim das sanções a todos aqueles que defenderem a Constituição e apoiarem o Estado de Direito", afirmou Pence.

"Espero que as ações que nossa nação está tomando hoje animem outros a seguir o exemplo do general Christopher Figuera", acrescentou.

Além disso, Pence disse que a mais alta corte da Venezuela, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), alinhado com Maduro, se tornou uma "ferramenta política para um regime que usurpa a democracia" e alertou que os Estados Unidos vão responsabilizar seus 25 membros por não proteger os direitos do povo venezuelano.

"Está na hora de o Tribunal Supremo da Venezuela voltar a seu propósito fundacional. Se o Tribunal Supremo de Venezuela não retornar a seu mandato constitucional para defender o Estado de Direito, Estados Unidos responsabilizará os 25 magistrados por suas ações", afirmou.

Pence também anunciou que um navio de assistência hospitalar da Marinha americana, o USNS Comfort, voltará a águas próximas à Venezuela em junho para uma missão de cinco meses destinada a ajudar os países vizinhos que receberam parte dos mais de 3 milhões de venezuelanos que deixaram o país.

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