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Europeus ameaçam sancionar a Rússia se local de queda de avião não for liberado

França, Reino Unido e Alemanha ameaçaram neste domingo a Rússia com novas sanções caso o presidente Vladimir Putin não obter dos separatistas pró-russos o acesso "livre e total" à zona da queda do avião da Malaysia Airlines. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. julho 2014 - 14:44
(AFP)

França, Reino Unido e Alemanha ameaçaram neste domingo a Rússia com novas sanções caso o presidente Vladimir Putin não obter dos separatistas pró-russos o acesso "livre e total" à zona da queda do avião da Malaysia Airlines.

Os líderes dos três países europeus, o presidente François Hollande, o primeiro-ministro David Cameron e a chanceler Angela Merkel conversaram esta manhã por telefone e concordaram que a "União Europeia deve rever sua relação com a Rússia".

Os três ressaltaram ainda que os "ministros das Relações Exteriores estão preparados para impor novas sanções contra a Rússia durante uma reunião na próxima terça-feira".

Neste contexto, o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou neste domingo que está claro que o sistema de mísseis utilizado para derrubar o avião malaio no leste da Ucrânia provém da Rússia.

"Está claro que se trata de um sistema que foi transferido a partir da Rússia às mãos dos separatistas" pró-russos, afirmou Kerry em declarações à rede de televisão CNN.

"Sabemos com segurança (...) que os ucranianos não possuem um sistema como este nas imediações neste momento", relatou.

O chefe da diplomacia americana também chamou de "monstruosas" as imagens do local onde o avião caiu .

"Há relatos de corpos sendo empilhados por soldados separatistas bêbados", relatou alarmado.

Os observadores internacionais confirmaram neste domingo que os separatistas transportaram 169 corpos em um trem frigorífico à Torez, cerca de 15 quilômetros de distância do local da queda do avião.

Os líderes mundiais exigem que o presidente russo use sua influência para persuadir os rebeldes a entregar às vítimas e permitir que investigadores internacionais tenham acesso à cena.

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