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Exército peruano distribui oxigênio medicinal, em falta pela pandemia

Paciente com COVID-19 aguarda atendimento no lado de fora do Hospital Honorio Delgado, na cidade de Arequipa, sul do Peru, em 23 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. julho 2020 - 18:50
(AFP)

O Peru mobilizou o Exército neste fim de semana para garantir o fornecimento gratuito de oxigênio medicinal devido à escassez registrada em Lima, que concentra grande parte dos casos do novo coronavírus no país.

As usinas móveis de geração de oxigênio medicinal, um insumo essencial para enfrentar a COVID-19, são levadas para as áreas mais pobres da capital peruana, onde se encontram agora os surtos de contágio, informou o governo neste sábado.

A usina móvel, que entrou em operação na sexta-feira, é um enorme caminhão do Exército com uma máquina geradora de oxigênio, ao pé da qual os parentes dos doentes formam longas filas com seus tubos para estocagem, diante da escassez nos hospitais.

A falta de oxigênio nos hospitais tornou-se uma das causas que agravaram a crise de saúde que o Peru está enfrentando devido à pandemia.

O preço subiu bem acima do custo real em meio à alta demanda e ao colapso da produção. O governo declarou o oxigênio "um bem público" em meio à emergência.

A usina de oxigênio começou a funcionar na sexta-feira no distrito de San Juan de Lurigancho, leste de Lima, onde abasteceu mais de 1.600 pessoas, segundo as autoridades.

Juntamente com a distribuição de oxigênio, as autoridades de saúde realizam mil testes diários para detectar a COVID-19 e tentar conter a propagação da doença.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra mais de 375.000 casos de coronavírus e 17.843 mortes.

É o segundo país com mais contágios na América Latina, depois do Brasil, e o terceiro em mortes, atrás de Brasil e México.

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