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Destruição na cidade de Homs, na Síria, em 12 de maio de 2014.

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O Exército sírio retomou neste sábado o controle do campo petrolífero de Shaer, na província de Homs (centro), do qual os jihadistas do Estado Islâmico (EI) haviam se apoderado há uma semana, mas perdeu uma importante base militar no norte do país.

O Exército declarou ter tomado "o controle total do monte Shaer e de seu campo petrolífero", depois de matar "um grande número de terroristas" do EI, em comunicado divulgado pela agência oficial Sana.

As forças do regime do presidente Bashar al-Assad retiram agora "as minas e os artefatos explosivos" instalados na região", diz o texto.

"Desde essa manhã, ocorrem combates ao redor do campo de Shaer", explicou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSHD), à AFP.

"O Exército conseguiu expulsar os jihadistas do local e controla a partir de agora o campo e as montanhas ao redor", afirmou, acrescentando que houve baixas nos dois lados, mas sem informar um número.

Durante a tomada do campo pelos insurgentes, em 19 de julho, mais de 300 soldados morreram.

No norte do país, as forças do Estado Islâmico ampliaram neste sábado seu controle sobre a província de Raqa, tomando uma base do Exército em combates que mataram ao menos 85 soldados em 48 horas.

"O EI tomou o controle da base da Divisão 17", declarou neste sábado à AFP Rami Abdel Rahman.

O Exército sírio havia abandonado, na noite de sexta-feira, esta grande base situada ao norte da cidade de Raqa, reduto do EI, depois de 48 horas de combates, segundo o OSDH.

Com a perda da Divisão 17, o Exército conta agora com apenas duas posições na província de Raqa.

Desde o início, na quinta-feira, do ataque do EI contra esta base, ao menos 50 soldados foram executados pelos jihadistas, 19 morreram em um duplo atentado suicida e ao menos outros 16 caíram em combate, segundo o OSDH.

"Centenas de soldados que sobreviveram se retiraram para locais seguros", mas "o paradeiro de 200 militares é ignorado", destacou Rahman.

"Alguns soldados foram decapitados e seus corpos, expostos em Raqa". Os jihadistas também tuitaram fotos de corpos sem cabeça.

AFP