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Ex-deputado hondurenho que acompanhava caravana migratória chega deportado

Migrantes de Honduras em caravana para os Estados Unidos, saindo da Cidade da Guatemala, em 18 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. outubro 2018 - 21:26
(AFP)

Um ex-deputado e jornalista que acompanhava milhares de hondurenhos na caravana migratória, que saiu no sábado passado em direção aos Estados Unidos, chegou nesta sexta-feira (19) a Tegucigalpa após ser deportado da Guatemala.

O ex-deputado do partido de esquerda Liberdade e Refundação (Libre) Bartolo Fuentes foi recebido no aeroporto Toncontín, sul de Tegucigalpa, por centenas de pessoas que o aplaudiram, além de dezenas de jornalistas.

Em declarações à imprensa, negou que tivesse liderado a caravana de mais de 2.000 pessoas que saiu de San Pedro Sula (norte) e que, nesta sexta, cruzou a fronteira da Guatemala com o México.

Ele se definiu como jornalista formado pela Universidade Nacional e disse que se identificou com a luta dos migrantes há mais de 20 anos.

"O governo, em uma atitude irresponsável, pretende me criminalizar, me rotular de organizador de um êxodo em massa de compatriotas", reclamou.

Disse que a prova de que não lidera a marcha é que os migrantes seguiram o caminho.

"As pessoas estão com fome, as pessoas estão fugindo, o que os gringos têm que fazer é não criminalizar as pessoas que vão, mas tirar a gangue de corruptos que nos roubou tudo, até a esperança", afirmou, fazendo alusão ao governo.

Assegurou que a cada dia saem até 300 hondurenhos para os Estados Unidos, mas agora se escandalizaram porque "foram juntos".

Fuentes foi interrogado pelas autoridades migratórias e deixou o aeroporto em liberdade em um veículo conduzido pelo coordenador do Libre, o ex-presidente Manuel Zelaya, deposto em 2009.

A chanceler María Agüero reiterou em uma declaração à imprensa, na quinta-feira à noite, que a caravana de migrantes foi patrocinada pelo "movimento político e ideológico" que tem tentado desestabilizar o país, e que a mídia nacional e internacional identificou "Bartolo Fuentes como o instigador".

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