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O ex-presidente argentino Carlos Menem deixa estúdio de TV em Santiago do Chile após gravar entrevista, em 9 de setembro de 2004

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Visivelmente debilitado de saúde aos 86 anos, o ex-presidente argentino Carlos Menem pretende disputar um novo cargo como senador para se manter fora da prisão, denunciam seus detratores.

Menem (1989-1999) escreveu assim em sua conta no Twitter, ao lado de uma foto em que anuncia sua postulação: "Assina candidatura a ".

Na Argentina não há limite de idade para se candidatar a uma bancada parlamentar.

Caso volte a ser eleito em outubro, o político, nascido em 20 de julho de 1930, terá 91 anos quando concluir seu mandato de quatro anos, em 2019.

Só a Justiça poderia colocar um obstáculo devido a um processo por contrabando de armas na década de 1990.

Egresso do movimento peronista, Menem foi presidente da terceira economia da América Latina no final do século passado, quando levou adiante profundas reformas neoliberais.

Desde 2005, ele é senador pela província de La Rioja (noroeste), seu reduto eleitoral.

Menem foi condenado em 2013 a sete anos de prisão por contrabando de armas para a Croácia e o Equador durante seu mandato. No primeiro caso, pesou um embargo internacional e no segundo, a Argentina era avalista da paz no conflito com o Peru.

Esta semana, sua condenação foi confirmada pelo mais alto tribunal penal, mas ainda pode apresentar recurso na Suprema Corte. De qualquer forma, seu foro privilegiado impede sua detenção, enquanto pela idade avançada poderia eventualmente pedir o benefício da prisão domiciliar.

Menem é um dos acusados em um julgamento iniciado em 2015 pelo suposto desvio de provas na investigação sobre o pior atentado da história argentina, que destruiu a sede da mutual judaica AMIA, em 1994, que deixou 85 mortos e 300 feridos.

AFP