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Ex-vice-presidente paraguaio teria sido sequestrado, informa senador

Trabalhadores forenses carregam um caixão de uma menina de 11 anos em um necrotério em Assunção, em 5 de setembro de 2020. Duas meninas morreram após uma operação militar e policial na quarta-feira contra a guerrilha do Exército do Povo Paraguaio (EPP) afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. setembro 2020 - 00:33
(AFP)

Oscar Denis, 74, ex-vice-presidente do Paraguai (2012-2013), teria sido sequestrado pelo autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), um pequeno grupo armado de esquerda que atua no Paraguai desde 2008, indicou o presidente do Senado, Oscar Solomon, nesta quarta-feira.

“A caminhonete de Denis foi abandonada na área” de sua fazenda, localizada no departamento de Concepción, cerca de 500 quilômetros a nordeste de Assunção, disse o parlamentar.

O fato ocorre uma semana após a morte polêmica de duas meninas de 11 anos, supostamente filhas dos dois principais líderes do grupo armado, durante um confronto com a Força Tarefa Conjunta (JTF), em 2 de setembro.

O veículo de Denis foi encontrado por funcionários de sua fazenda com as portas abertas e panfletos do EPP dentro, na estrada que leva à propriedade, conhecida como Tranquerita, disse um porta-voz da polícia. Seria a cerca de 20 km do local onde ocorreu o confronto entre os uniformizados e o grupo clandestino, há uma semana.

Segundo Salomón, a informação foi confirmada pela procuradora-geral, Sandra Quiñonez, e pelo ministro do Interior, Euclides Acevedo. “Não sabemos se houve confronto ou tiros”, disse, acrescentando que autoridades viajaram até a cidade de Yby Yaú, 500 quilômetros a nordeste da capital, para organizar a busca.

Nesta quarta-feira, os senadores receberam em sessão reservada um relatório do Executivo e dos responsáveis pela FTC sobre o caso da morte das meninas, quando foi anunciada a notícia do sequestro. A sessão foi interrompida abruptamente.

“Obviamente, é a primeira reação deste grupo criminoso”, disse o ex-presidente do Paraguai Federico Franco (2012-2013), de quem Denis foi vice-presidente, referindo-se a uma possível vingança pela morte das meninas.

O EPP é uma divisão do partido político de esquerda "Pátria Livre", que participou das eleições há 20 anos. Mais de cinquenta assassinatos, incluindo de policiais e militares, são atribuídos ao grupo, além de mais de uma dezena de sequestros.

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