Navigation

Explosão em ponto de ônibus no Chile deixa cinco feridos

Policiais inspecionam o local de uma explosão que deixou cinco feridos no centro de Santiago, em 4 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. janeiro 2019 - 22:31
(AFP)

Um artefato explodiu nesta sexta-feira (4) em um ponto de ônibus em Santiago, deixando cinco feridos, em um ato qualificado pelo governo como "terrorista".

O incidente ocorreu por volta do meio-dia, quando o venezuelano Rolando Torres foi vítima da explosão de um envelope que tinha sido deixado em um ponto de ônibus da movimentada avenida Vicuña Mackenna, onde estava com sua esposa, Magaly del Carmen Valle, e um grupo de pessoas.

"Vi o que parecia ser uma pasta com documentos dentro de uma sacola. Peguei-o e disse à minha esposa que, se forem documentos vamos ver se contêm alguma informação para devolvê-los, (...) e quando tentei manipulá-lo o artefato explodiu", disse Torres ao Canal 13.

A mulher venezuelana foi quem sofreu os ferimentos mais graves e teve que ser operada de emergência para a retirada de uma peça de metal alojada em uma de suas pernas. Seu marido teve várias lesões causadas pelos estilhaços do artefato, e as outras três pessoas sofreram ferimentos de menor gravidade e já tiveram alta.

"Nenhum dos feridos corre risco de vida. A paciente venezuelana ficará internada e seu marido terá alta", detalhou Luis Castillo, subsecretário de redes assistenciais.

Segundo a governadora metropolitana de Santiago, Karla Rubilar, o incidente foi provocado por "um elemento explosivo que teria sido manipulado por terceiros", enquanto o chefe da polícia, Enrique Monrás, informou que "ainda não se sabe qual é a natureza do material explosivo".

Para a promotora do caso, Claudia Cañas, está confirmado que "se trata de um artefato explosivo de fabricação artesanal".

"Apresentamos uma ação invocando a lei antiterrorista contra os que resultem responsáveis, e investigaremos até as últimas consequências", disse o presidente chileno, Sebastian Piñera, no Twitter.

A explosão ocorreu em uma avenida com grande circulação de veículos, nas proximidades da movimentada Plaza Italia, palco habitual de celebrações esportivas.

O grupo ecoterrorista chamado "Individualistas Tendientes a lo Salvaje" reivindicou o atentado em um site.

O ministro do Interior, Andrés Chadwick, disse que está sendo investigada a veracidade da autoria do atentado e que ele apresentou um processo à justiça para que se investigue o fato como um "delito terrorista".

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.