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Família denuncia negligência na morte de jovem preso na Venezuela

Manifestantes antigoverno entram em confronto com a tropa de choque da polícia em Caracas, 28 de julho de 2017 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. fevereiro 2019 - 01:02
(AFP)

"Vou morrer", disse Virgilio Jiménez à sua irmã na última vez que falou com ela. O jovem de 20 anos, preso desde 2017, após ter sido detido durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro, morreu pouco de hemorragia digestiva.

Parentes e organizações de direitos humanos, que o sepultaram nesta sexta-feira, denunciaram a falta de tratamento médico adequado na prisão de Uribana, onde estava recluso em Barquisimeto (estado de Lara, oeste).

É o oitavo preso do local morto em condições similares este ano, segundo a ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP), crítica ao governo.

"Ele começou a ter febre em dezembro", relatou sua irmã, Yoliani, à AFP.

Virgilio acabou sendo transferido em 1º de fevereiro a um hospital da cidade, mas quatro horas depois voltou para a prisão, acrescenta Yoliani.

Sua condição piorou e voltou ao centro médico na terça-feira, onde faleceu à noite devido a um choque hemorrágico depois de vários dias de sangramento digestivo.

Quando Yoliani chegou esse dia ao hospital, encontrou Virgilio "delirando".

"Ele me disse: Yoliani, eu sinto que vou morrer", contou. Pouco depois, quandao o jovem foi ao banheiro, "transbordou em sangue".

Virgílio estava preso em Uribana desde 21 de novembro de 2017, detido por militares durante uma onda de protestos da oposição que deixou 125 mortos. Foi acusado de "terrorismo", segundo o OVP, e ainda não tinha sido feita uma audiência sobre o caso.

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