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Felicidade e alívio na Argentina após vitória sobre Holanda

Torcedores argentinos comemoram na praça San Martín, em Buenos Aires, em 9 de julho de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. julho 2014 - 01:13
(AFP)

Emoção, lágrimas, abraços e gritos: uma verdadeira explosão de alegria após 120 minutos sem gols, quando a Argentina derrotou a Holanda nos pênaltis e conquistou sua vaga na final da Copa do Mundo, após 24 anos sem o título.

"Brasil, me diz o que você sente de ter papai em casa", cantaram em uníssono os cerca de 46.000 torcedores que se reuniram em frente a um telão colocado na emblemática praça San Martín, centro de Buenos Aires.

O grito de guerra se repetia sem parar. "E Maradona é maior do que Pelé", seguiam cantando enquanto celebravam a vitória de 4-2 nos pênaltis, em pleno 9 de julho - data da independência do país.

"Sabia que os meninos não iriam falhar. Tenho 80 anos e verei três Copas", disse à AFP Alfredo, que atende pela alcunha de 'El Lechuga' ("o alface"), feliz com seu gorro azul e branco e um ursinho de pelúcia nas mãos.

Alfredo já festejou as conquistas da Copa da Argentina, em 1978, e do México, em 1986, mas muitos outros que comemoram com ele são muito jovens, e ainda não experimentaram essa emoção.

"Este é o momento mais lindo da atualidade, e agora vamos pegar a Alemanha sem medo. No domingo, voltaremos para o Obelisco para comemorar", arriscou Rocío Ospina, 25 anos.

"Não tive dúvidas de que estes garotos nos dariam esse presente. Foram do pior ao melhor e sei que o melhor virá no domingo. Na segunda-feira teremos o Messi aqui com a taça da Copa", afirmou Miguel Franco, 46 anos.

O goleiro argentino Sergio Romero foi imediatamente alçado à categoria de herói nacional por ter segurado dois pênaltis holandeses.

Teve quem rezou e implorou para que o papa Francisco - reconhecido amante do futebol - faça a sua parte e intervenha junto a Deus.

Os argentinos gritaram, amaldiçoaram, sofreram e choraram de emoção em praças, bares e dentro de suas casas por todo o país, de Ushuaia, no extremo sul, até La Quiaca, na fronteira com a Bolívia.

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