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Filha de Fujimori pede que o libertem por risco de contrair coronavírus

(2018) Apoiadores do ex-presidente peruano Alberto Fujimori manifestam-se em Lima afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. abril 2020 - 19:01
(AFP)

A líder opositora peruana Keiko Fujimori, presa devido ao escândalo da Odebrecht, pediu nesta segunda-feira às autoridades peruanas que libertem seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, ante o risco de que ele contraia o novo coronavírus.

"Por este motivo, não apenas peço que se interponha um habeas corpus em favor do meu pai, mas também que as autoridades avaliem qualquer alternativa legal que lhe permita deixar a prisão", escreveu a primogênita de Fujimori em mensagem divulgada nas redes sociais.

Keiko alegou que o pai, 81, "está frágil devido a doenças crônicas e por seguir em contato com pessoas que chegam todos os dias da rua". Ela também sugeriu que seja avaliada a situação dos idosos presos no país.

Keiko, 44, assinalou que "há detentos e funcionários penitenciários que testaram positivo para o novo coronavírus e alguns morreram". O ex-presidente Fujimori (1990-2000) cumpre pena de 25 anos em uma base policial ao leste de Lima, onde é o único recluso.

"É o único réu que poderia cumprir as condições de distanciamento social. Tem a prisão só para ele e assistência médica permanente. Estas condições, bem como os crimes pelos quais foi condenado, fazem com que sua situação seja diferente", comentou o analista político Alejandro Godoy no Twitter.

Keiko fez seu pedido de dentro do presídio feminino de Chorrillos, em Lima, onde cumpre 15 meses de prisão preventiva devido a uma investigação de lavagem de dinheiro por aportes ilícitos que teria recebido da construtora brasileira Odebrecht para as campanhas presidenciais de 2011 e 2016.

Na prisão de Keiko, outras detentas denunciaram que as medidas de isolamento entre as presas não são respeitadas e que não existe um protocolo sanitário para os funcionários penitenciários.

Segundo o Instituto Penitenciário, a Covid-19 deixou um morto e 42 infectados nas prisões peruanas. Entre os agentes penitenciários, 26 testaram positivo para a doença.

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