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Forte emoção marca funeral de migrante salvadorenho e filha

Funeral do salvadorenho Óscar Alberto Martínez e da filha Angie Valeria, que morreram afogados durante tentativa de cruzar a fronteira entre México e EUA através do rio Grande afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. julho 2019 - 19:30
(AFP)

Em clima de consternação, o salvadorenho Óscar Alberto Martínez e a filha Angie Valeria, mortos por afogamento no rio Bravo durante uma tentativa de chegar aos Estados Unidos cruzando a fronteira com o México, foram enterrados nesta segunda-feira (1) em um cemitério da capital de El Salvador.

Cerca de 300 pessoas participaram da cerimônia cantando músicas religiosas e carregando flores para se despedir dos migrantes mortos na cerimônia realizada na região sul de San Salvador.

Entre várias fotos para recordar diferentes momentos de suas vidas, pai e filha foram velados na noite de domingo por um pequeno grupo de familiares e amigos em uma capela do cemitério.

Os corpos de Martínez, de 25 anos, e da menina, de um ano e onze meses, foram transportados do México para El Salvador por via terrestre e chegaram à capital salvadorenha na noite de domingo.

Tania Avalos, de 21 anos, viúva de Martínez e mãe de Angie, retornou a San Salvador na sexta-feira passada. Ela também estava com os dois na travessia da fronteira e viu quando eles desapareceram nas águas do rio Bravo, no dia 23 de junho. Os corpos foram encontrados na manhã seguinte.

Em um dos momentos impregnados de maior tristeza ocorreu quando os caixões foram abertos e Tania se despediu de Óscar e Angie.

A foto dos corpos do pai e da filha na margem do rio comoveu a comunidade internacional e mostrou os perigos da imigração ilegal.

- "Não deve se repetir"

Mortes como a de Óscar e Angie Valeria "não deveriam se repetir de jeito nenhum", declarou Wilfredo Medra, diretor da ONG de Dereitos Humanos Tutela Legal María Julia Hernández.

"O fluxo migratório tem sido causado pelo desespero, falta de emprego e violência social, então o governo deve trabalhar para que o país não volte a conhecer histórias de morte", disse Medrano.

Desde o início dos anos 1980, centenas de salvadorenhos morreram em diferentes circunstâncias percorrendo os mais de 3.000 km da rota terrestre até a fronteira com os Estados Unidos.

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