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(Arquivo) Foto cedida pela Agência Espacial Japonesa (Jaxa) tirada em 6 de julho de 2016 mostra o HTV6, um coletor de lixo espacial, em Tanegashima

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A agência espacial japonesa (Jaxa) anunciou nesta segunda-feira (6) ter fracassado na tentativa de por em órbita um sistema para coleta de lixo espacial gerado pelo ser humano, como restos de satélites e foguetes.

Em dezembro foi lançada uma nave com suprimentos destinados à Estação Espacial Internacional (ISS), que também incorporava um cabo de 700 metros que deveria se desacoplar e mover os resíduos.

"Acreditamos que a corda não se soltou", informou à imprensa nesta segunda-feira o cientista Koichi Inoue, responsável pelo projeto. "Naturalmente, é uma decepção terminar a missão sem alcançar seus principais objetivos", ressaltou.

O cabo eletrodinâmico foi fabricado com filamentos de aço e de alumínio, e foi projetado com a ajuda de um fabricante de redes de pesca.

Segundo as previsões dos cientistas, o cabo deveria gerar eletricidade oscilando no campo magnético terrestre e freando, assim, o movimento dos dejetos, que começariam progressivamente a descer até alcançar a atmosfera e entrar em combustão antes mesmo de chegar à superfície terrestre.

Essa missão deveria servir de teste para a construção de um cabo muito maior (entre 5.000 e 10.000 metros) para limpar o espaço próximo de forma mais eficaz.

Calcula-se que haja mais de 100 milhões de resíduos de todos os tipos orbitando ao redor da Terra, o que constitui um risco para o futuro da exploração espacial.

No ano passado, a agência espacial japonesa teve que abandonar seu satélite Astro/Hitomi, que subitamente parou de transmitir informações.

Recentemente, a Jaxa tentou lançar ao espaço um pequeno foguete experimental, mas pouco tempo depois, o mesmo parou de se comunicar com a Terra e teve que abandonar a missão.

AFP