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França nega que Guaidó esteja refugiado em sua embaixada em Caracas

(ARQUIVO) Juan Guaidó fala aos seus seguidores em Caracas (Venezuela), em 10 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. junho 2020 - 09:23
(AFP)

A França negou nesta sexta-feira (5) que o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó esteja atualmente refugiado em sua embaixada em Caracas, como disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

"Juan Guaidó não está na embaixada da França em Caracas. Confirmamos isso várias vezes às autoridades venezuelanas", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da França, Agnès von der Mühll.

Arreaza disse na véspera que Guaidó estava na embaixada francesa, alguns dias depois de o presidente socialista Nicolás Maduro insinuar que o líder parlamentar estava "escondido" em uma sede diplomática.

"Não podemos entrar na residência de uma embaixada de nenhum país, neste caso da Espanha ou da França, e que a justiça os retire a força. Não podemos, não podemos", respondeu Arreaza em um entrevista por rádio a uma jornalista que lhe perguntou sobre a suposta presença de Guaidó na embaixada francesa, assim como a de seu mentor, Leopoldo López, que está na residência do embaixador espanhol em Caracas há mais de um ano.

"Esperamos que esses governos retifiquem (...) e entreguem os fugitivos da justiça à justiça venezuelana", acrescentou Arreaza.

Juan Guaidó é alvo de vários processos judiciais desde que foi proclamado presidente interino em janeiro do ano passado, embora não se saiba se há um mandado de prisão contra ele.

- Novas eleições -

A França está entre os mais de 50 países que reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela em 2019.

Nicolás Maduro acusa seu adversário de ter fomentado uma tentativa de "invasão à Venezuela" que deveria resultar, segundo ele, em um "golpe de Estado" com a cumplicidade dos Estados Unidos e da Colômbia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, nega qualquer envolvimento.

"Todos os esforços agora devem se concentrar em encontrar uma solução política para a crise política venezuelana", disse Agnès von der Mühll, que pediu eleições "livres e" transparentes" para "acabar com o sofrimento do povo venezuelano".

"Juntamente com a União Europeia e seus parceiros no grupo de contato internacional, a França incentiva todos os venezuelanos, em particular as autoridades venezuelanas, a entrarem em negociações para conseguir isso", acrescentou.

Em 13 de maio, a França expressou a "forte condenação" ao tratamento dado a seu embaixador em Caracas, Romain Nadal, desde o início daquele mês.

Desde 2 de maio, policiais vigiam a rua onde fica a residência do embaixador, que está sem água ou luz desde então.

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