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Fujimori diz que voltar à prisão será como 'condenação à morte'

Alberto Fujimori em quarto de clínica onde está internado afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. outubro 2018 - 18:36
(AFP)

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, cujo indulto foi anulado pela Justiça, pediu às autoridades nesta quinta-feira (4) que não o enviem de volta à prisão, o que significaria uma "condenação à morte".

"Quero pedir ao presidente da República e aos membros do Poder Judiciário apenas uma coisa: por favor, não me matem. Se eu retornar à prisão meu coração não vai aguentar, está fraco demais para passar por isso novamente. Não me condenem à morte, já não aguento mais", declarou Fujimori, de 80 anos, em um vídeo gravado na clínica onde ingressou na quarta-feira.

Fujimori, que tem problemas crônicos como hipertensão e arritmia cardíaca, recebeu um indulto humanitário em dezembro de 2017 depois de 12 anos de prisão, onde cumpria uma sentença de 25 anos por crimes contra a humanidade durante seu governo (1990-2000).

Mas ontem a Suprema Corte anulou o indulto e ordenou que o ex-presidente retornasse à prisão.

Nesta quinta, o ministro do Interior, Mauro Medin, informou que Fujimori já está sob custódia policial na Clínica Centenário Peruano-Japonesa, na qual esteve internado várias vezes por problemas de saúde.

"Ele já está detido", disse o ministro à rádio RPP sobre a situação legal de Fujimori.

"Esperamos apenas sua alta da clínica para que seja levado ao Instituto Penitenciário Nacional". acrescentou.

Fujimori foi hospitalizado na quarta-feira à tarde por "ter sofrido uma descompensação, com um aumento nos batimentos cardíacos. Ele sofreu uma queda na pressão arterial, por isso foi levado à clínica para uma série de avaliações e tratamentos", segundo informou seu médico Alejandro Aguinaga.

Cinco legisladores peruanos ligados ao parlamentar Kenji Fujimori, filho mais novo do ex-presidente, apresentaram nesta quinta um projeto de lei que propõe libertar os detentos com mais de 80 anos, como é o caso de Fujimori.

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