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Giammattei pede unidade após primeiro ano de governo conturbado na Guatemala

Ficha de Alejandro Giammattei, presidente da Guatemala. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. janeiro 2021 - 22:50
(AFP)

O presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, pediu nesta quinta-feira (14) unidade nacional e a construção de "pontes" no país, ao completar um ano de um governo, marcado pela pandemia de covid-19 e protestos pedindo sua renúncia.

“Este é o momento de construir pontes sobre as nossas diferenças, que nos fazem ver a possibilidade de deixar para trás décadas de abandono do sistema de saúde e educação, e superar as causas estruturais que deram origem à miséria”, afirmou em um discurso ao Congresso.

Giammattei, um médico de direita de 64 anos, serviu o primeiro de quatro anos no cargo sob a sombra da pandemia de coronavírus que, segundo o presidente, afetou os planos de seu governo de "regenerar o estado e melhorar a economia".

“Gostaria que esta pandemia não nos afetasse, mas mesmo assim meu compromisso é continuar trabalhando”, acrescentou.

Diversos setores têm criticado a forma como Giammattei está administrando a pandemia, denunciando corrupção e deficiências nas ações de contenção do vírus, além de dúvidas sobre o destino dos milionários fundos emergenciais da dívida pública aprovados pelo Parlamento.

Em novembro, milhares de guatemaltecos saíram às ruas para protestar contra Giammattei após a aprovação do orçamento nacional para este ano, ratificado pelo partido no poder e questionado por supostamente não atender aos problemas urgentes da população.

As manifestações exigiam soluções para questões como a pobreza, que atinge mais da metade dos 17 milhões de habitantes da Guatemala. Os deputados anularam o orçamento após violentos protestos que incendiaram parte do Congresso.

"Foi um governo desastroso e esperamos que a dupla presidencial [presidente e vice-presidente] renuncie", disse o líder universitário Manuel Marín à AFP durante uma manifestação nesta quinta-feira fora do Congresso, protegido por dezenas de policiais e militares.

“É um governo abominável e criminoso que se dedicou a roubar e mentir”, acrescentou a ativista Brenda Hernández no protesto que reuniu cerca de cem manifestantes.

O próprio vice-presidente Castillo chegou a pedir a Giammattei em novembro que os dois renunciassem a seus cargos pelo bem do país, mas então eles tiveram uma aparente reconciliação e apelaram ao diálogo.

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