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Governo afirma que pandemia entrou em "fase de declínio" no México

Foto divulgada pela assessoria de imprensa da presidência do México mostra o presidene mexicano Andres Manuel Lopez Obrador em coletiva de imprensa afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. agosto 2020 - 21:41
(AFP)

A pandemia da COVID-19 entrou em "fase de declínio" no México, disse o governo nesta terça-feira (18), cuja avaliação, porém, levanta dúvidas diante do baixo número de testes realizados no país.

"O aspecto da epidemia no México já é muito positivo, está em clara fase de declínio", disse à imprensa o subsecretário de Saúde, Hugo López-Gatell, responsável pela estratégia contra o novo coronavírus no país.

O México, de 128,8 milhões de habitantes, registrou 525.733 casos confirmados e 57.203 mortes por COVID-19 na segunda-feira.

É o terceiro país com mais mortos depois dos Estados Unidos e do Brasil, embora sua taxa de mortalidade a cada 100.000 habitantes seja a décima terceira do mundo (44), segundo estatísticas da AFP a partir de dados oficiais.

A nível mundial, a taxa de contaminação é a sétima (408 a cada 100.000 habitantes).

"De forma consistente, na maior parte do território, está diminuindo o número de casos diários, a quantidade de mortes", acrescentou López Gatell na habitual conferência do presidente, Andrés Manuel López Obrador.

O funcionário explicou que nas últimas semanas, até a primeira semana de Agosto, foram registrados cada vez menos casos da doença.

"A epidemia ainda está ativa, mas está diminuindo, vai mantendo a diminuição", insistiu.

No entanto, epidemiologistas como Malaquías López expressaram dúvidas sobre isso.

"Eu gostaria de pensar que é real, que os casos realmente diminuíram" e "as mortes, porque uma forma artificial de reduzir o número de casos é reduzindo a procura (por eles)", ressaltou à AFP López, um especialista da Universidade Nacional Autônoma do México e ex-diretor da secretaria de Saúde.

"No caso das mortes, são mortes comprovadas e, nos hospitais e casas podem estar ocorrendo mortes não testadas, e pode não ser um dado verídico", acrescentou o especialista.

Na semana de 2 a 8 de agosto foram registrados 41.709 casos confirmados do novo coronavírus, número inferior aos 49.157 casos registrados na semana anterior e aos 46.123 casos da semana precedente.

Segundo estimativa da Universidade de Oxford, dentro de um grupo de 15 países latino-americanos, o México é o que menos realiza testes, com 7,96 a cada 100.000 habitantes.

O primeiro contágio no país foi resgistrado no dia 28 de fevereiro, e desde então o avanço da epidemia superou as estimativas iniciais das autoridades sanitárias.

O governo declarou a quarentena em 23 de março, ainda que as atividades econômicas essenciais permanecessem abertas, sem multas para quem a descumprisse.

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