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Governo boliviano denuncia ataque a comboio com equipamentos e insumos médicos

Trabalhadores sanitários se preparam para fazer uma varredura epidemiológica de porta a porta na cidade de Santa Cruz, Bolívia, 20 de junho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. junho 2020 - 19:39
(AFP)

O governo boliviano denunciou neste sábado (27) o ataque a um comboio que transportava equipamentos e insumos médicos à cidade de Santa Cruz, do qual culpou o partido do ex-presidente Evo Morales, mas não apresentou provas.

"Na madrugada verificou-se o roubo de um comboio de caminhões que se trasladava ao departamento de Santa Cruz com equipamento para reforçar os trabalhos de luta contra o coronavírus", disse Wilson Santamaría, vice-ministro de Segurança Cidadã, durante coletiva de imprensa.

Ele relatou que os caminhões foram interceptados na localidade de Bulo Bulo, na região do Chapare (centro), zona de influência do partido de Morales.

Os assaltantes levaram parte da carga que consistia em leitos, laboratórios e insumos médicos e tinha como destino Santa Cruz, epicentro da pandemia no país.

As autoridades ainda não estabeleceram o montante do prejuízo, que continua sob investigação.

Santamaría disse que o assalto está "configurado em um cenário maior de gente vinculada a atividades irregulares, que derruba torres de comunicação, sequestra jornalistas e bloqueia vias".

Não é a primeira vez que o governo boliviano acusa o partido de Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), de estar por trás destes atos irregulares, embora não tenha apresentado provas disso.

"Ao invés de um caso de corrupção, é um caso de conspiração contra a presidente (interina) Jeanine Áñez", comentou o ministro do governo (Casa Civil), Arturo Murillo.

Andrónico Rodríguez, principal dirigente dos produtores de coca do Trópico de Cochabamba, no Chapare, solicitou a Murillo para abandonar sau "obsessão extrema" com o MAS e Evo Morales.

A Bolívia soma mais de 29.400 casos do novo coronavírus e 930 óbitos. Devido ao aumento dos contágios, o governo decidiu ampliar a quarentena nacional até 31 de julho.

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