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(Arquivo) O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

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O governo de Juan Manuel Santos e o ELN, última guerrilha ativa da Colômbia, estão empenhados em acordar um cessar-fogo temporário antes da visita do papa Francisco na próxima semana, segundo ratificaram as partes nesta segunda-feira em Quito.

Os delegados de Santos e do Exército de Libertação Nacional (ELN) foram recebidos pelo presidente do Equador, Lenín Moreno, no Palácio de Carandolet, sede da presidência.

As equipes negociadoras falaram sobre o terceiro ciclo das negociações que acontecem nos arredores de Quito.

"Estamos empenhados em ficar à altura desta visita do Santo Padre e dar um primeiro grande passo até a paz, como seria possível auscultar a possibilidade de convir entre o ELN e o governo colombiano um cessar-fogo bilateral temporário", declarou à imprensa o chefe negociador do governo, Juan Camilo Restrepo.

O enviado do governo espera que o cessar-fogo também inclua compromissos "para humanizar a guerra, o conflito, em benefício da sociedade civil não combatente".

"Nesta semana esperamos que quando terminar o ciclo, que é nesta sexta-feira, possamos anunciar um cessar-fogo de caráter bilateral temporário", disse Pablo Beltrán, chefe negociador do ELN.

As partes estão há meses avaliando a possibilidade de declarar um cessar-fogo bilateral pela visita do papa Francisco à Colômbia, em setembro, entre quarta-feira (6) e domingo (10).

O governo exige à guerrilha que pare com os sequestros, os atentados contra oleodutos, a colocação de minas e o recrutamento de menores de idade, lembrou Restrepo.

O ELN, guerrilha nascida nos anos 1960 inspirada na Teologia da Libertação, espera um "compromisso mais forte" por parte do governo para deter os assassinatos de líderes sociais pelas mãos de paramilitares.

Francisco chegará a uma Colômbia em paz com as Farc, poderosa guerrilha que acordou com Santos o fim de sua luta armada, e em diálogo com o ELN, mas que ainda enfrenta a violência do narcotráfico.

O pontífice argentino dedicará um ato pela reconciliação da Colômbia em 8 de setembro na cidade de Villavicencio, a qual espera-se que compareçam vítimas da conflagração interna e ex-combatentes.

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AFP