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Governo da Nicarágua pede renúncia de secretário-geral da OEA

Secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em visita à fronteira Colômbia-Venezuela, em 14 de setembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. setembro 2018 - 20:53
(AFP)

O governo da Nicarágua pediu nesta segunda-feira a renúncia do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, por instar, em declarações, a "asfixiar a ditadura" do presidente Daniel Ortega, o que considerou "uma grave ameaça à paz internacional".

As declarações de Almagro "desqualificam-no para continuar ostentando o cargo de Secretário Geral da OEA, cargo ao qual deve renunciar", pediu o governo em um comunicado lido pela vice-presidente e primeira-dama Rosario Murillo.

Manágua condenou a posição de Almagro sobre a Nicarágua e a Venezuela e lhe acusou de "se extrapolar e não cumprir suas funções como representante" da OEA.

As declarações de "Almagro "constituem uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais e uma gravíssima violação dos princípios mais fundamentais do direito internacional", disse o governo de Ortega.

No sábado, durante uma visita à Colômbia, Almagro disse, sobre a Venezuela, que não se pode descartar "uma intervenção militar" para derrubar o governo de Nicolás Maduro.

Mais tarde, durante a 15ª Cúpula Latino-Americana de Marketing Político e Governança, no domingo, em Miami, Almagro pediu para dar uma resposta "da comunidade internacional para sufocar a ditadura que também está sendo instalada na Nicarágua".

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