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Governo da Nicarágua reconhece 273 presos por protestar

Homem é detido pela tropa de choque nicaraguense durante protesto contra governo do presidente Daniel Ortega, em Manágua, em 14 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. novembro 2018 - 10:33
(AFP)

O governo nicaraguense reconheceu na última segunda-feira a existência de 273 presos por participarem desde abril de protestos contra o presidente Daniel Ortega, e garantiu que os direitos humanos, como assistência médica e visitas familiares, estão sendo respeitados.

A esses réus "é dada atenção igual à que é conferida a qualquer preso nicaraguense ou de outra nacionalidade", assegurou o ministro de Governo Luis Caña, em uma entrevista coletiva em que negou que os detidos nos protestos sejam "presos políticos".

Segundo o relatório apresentado pelo Ministério de Governo (Mingo), que controla o funcionamento do sistema penitenciário nacional, nas prisões nicaraguenses há 273 manifestantes presos, dos quais 17 são mulheres.

A maioria dos detidos estão sendo processados por terrorismo, crime organizado ou outros delitos como porte ilegal de armas, assassinato ou sequestro, atribuídos pela Procuradoria por sua participação em protestos contra o governo.

A Nicarágua implementou em julho uma lei que criminaliza os manifestantes como "terroristas", com penas de até 20 anos de prisão.

A opositora Unidade Nacional Azul e Branco contabiliza pelo menos 552 pessoas detidas por protestar e afirmam que elas "estão sendo submetidas a tratamentos cruéis e degradantes, a violações sexuales como método de tortura e, no caso das mulheres, a violência machista de seus carcereiros".

A repressão aos protestos contra o governo de Ortega deixou mais de 320 mortos, segundo grupos humanitários, enquanto as fontes oficiais contabilizam 199 vítimas fatais.

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