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Governo de Gana afirma que pedidos de asilo ao Brasil 'não têm fundamento'

(26 jun) Torcedores de Gana assistem em Acra à partida contra Portugal afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. julho 2014 - 21:58
(AFP)

O governo de Gana considerou falso, nesta sexta-feira, o argumento usado por cerca de 200 ganenses que assistiram à Copa do Mundo e pediram asilo ao Brasil, alegando serem vítimas de violência religiosa.

De acordo com a imprensa, esses ganeses declararam às autoridades brasileiras que temiam por sua segurança em Gana devido a confrontos entre grupos muçulmanos rivais no país.

"A base de seu pedido de asilo é totalmente falsa", declarou à rádio privada ganesa Citi FM o ministro adjunto da Informação, Felix Kwakye Ofosu.

"Vocês e eu sabemos que não há conflito religioso afetando o país neste momento", acrescentou.

O grupo está na cidade gaúcha de Caxias do Sul.

Gana é considerado há vinte anos um dos países mais estáveis do oeste da África e nenhum caso de violência religiosa grave foi registrado recentemente.

De acordo com Ofusu, diplomatas ganeses estão trabalhando no Brasil com as autoridades brasileiras para investigar o caso, mas ele disse que seria "surpreendente e infeliz" considerar este pedido de asilo como válido.

Muitos daqueles que estão pedindo asilo ao Brasil - se não todos - tinham viajado acompanhando a delegação oficial ganesa para a Copa do Mundo, indicou o Ministério dos Esportes, também consultado pela Citi FM.

Esse pedido de asilo é o último dos escândalos envolvendo a participação desastrosa da seleção de Gana na Copa do Mundo do Brasil.

Em outro episódio envolvendo o país africano no Mundial de 2014, os 'Black Stars' (Estrelas Negras, como é chamada a seleção nacional) exigiram o envio de três milhões de dólares de premiação em dinheiro, em um avião especialmente fretado, causando uma grande polêmica em um país que enfrenta problemas econômicos.

A equipe estava no grupo G, junto com Alemanha, Estados Unidos e Portugal, e foi eliminada logo na primeira fase.

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