Navigation

Governo de Maduro rejeita acusações da Colômbia após prisão de quatro venezuelanos

O presidente da Venezeuela, Nicolás Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2020 - 22:30
(AFP)

O governo do presidente Nicolás Maduro qualificou como "tragicomédia" nesta sexta-feira (4) as denúncias do presidente colombiano Iván Duque, após a prisão quinta-feira de quatro venezuelanos, três deles militares desertores, acusados de planejar ações de desestabilização em seu país.

"Vamos nos permitir alguns comentários, essa tragicomédia, essa barbárie, é uma amostra da (...) imbecilidade" de Iván Duque, afirmou o ex-ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, durante discurso transmitido pela televisão estatal.

Em comunicado endereçado a Duque na quinta-feira, o diretor da polícia colombiana, general Óscar Atehortúa, anunciou a captura de uma venezuelana suspeita de fazer parte de uma conspiração frustrada contra Maduro, essa identificado como Yacsy Álvarez.

Segundo Atehortúa, Álvarez foi a "intérprete do general Clíver Alcalá e do americano Jordan Goudreau para a coordenação da compra de armas e o treinamento dos militares venezuelanos".

"Esta senhora (...) é a responsável pela logística dos dois mercenários americanos capturados em 4 de maio para entrar na Colômbia", após uma incursão marítima fracassada, disse Rodríguez, referindo-se aos americanos Luke Alexander Denman, de 34 anos, e Airan Berry, de 41 anos, ambos condenados a 20 anos por "terrorismo".

Goudreau, um ex-boina verde americano fundador de uma empresa de segurança, e Alcalá, um general aposentado que rompeu com o Chavismo em 2013, estão vinculados a essa operação, segundo Caracas.

Da mesma forma, Duque se referiu à prisão de outros três venezuelanos suspeitos de tramar ações para desestabilizar a Colômbia, supostamente chefiados por Maduro. Eles foram identificados como Rayder Russo Márquez, Juvenal Sequea Torres e Juven Sequea Torres.

Rodríguez, por sua vez, assegurou que Russo Márquez, "alias Pico", "forneceu drones e explosivos" para uma tentativa de assassinato contra Maduro em agosto de 2018, enquanto os Sequea coordenavam "campos paramilitares e terroristas" na Colômbia desde 2017.

São irmãos de "Antonio Sequea, um dos 68 terroristas capturados entre 3 e 6 de maio" pela "incursão armada contra a Venezuela", ressaltou Rodríguez.

Nesta sexta-feira, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, indicou que eles são "fugitivos da justiça venezuelana". "Todos foram convocados pela Interpol e ainda permaneceram foragidos", acrescentou.

A Venezuela rompeu relações com a Colômbia em fevereiro de 2019 depois do reconhecimento do país, junto aos Estados Unidos e cinquenta outros países, do chefe parlamentar Juan Guaidó como presidente interino.

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.