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Governo Trump paralisa extradição de paramilitar colombiano Mancuso para a Itália

(Arquivo) O ex-líder paramilitar paramilitary Salvatore Mancuso (C), escoltado por policiais antes de ser extraditado afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. agosto 2020 - 16:37
(AFP)

O governo de Donald Trump paralisou a extradição do ex-líder paramilitar colombiano Salvatore Mancuso à Itália e agora corre o risco de ser enviado para a Colômbia.

Sua defesa respondeu, nesta segunda-feira (31), pedindo que os Estados Unidos "detenham todos os procedimentos migratórios".

Mancuso - um dos principais líderes do grupo desmobilizado Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) que também tem nacionalidade italiana - é reivindicado por Bogotá e defensores dos direitos humanos exigem seu retorno ao país sul-americano para esclarecer os vários crimes aterrorizantes dos paramilitares.

O ex-líder paramilitar cumpriu uma pena por narcotráfico nos Estados Unidos, após a qual ficou em prisão migratória e deveria ser expulso para a Itália até 4 de setembro.

Em uma audiência em 24 de agosto, os advogados do governo americano estabeleceram essa data como limite para sua deportação, mas no fim de semana sua defesa recebeu uma notificação surpresa de que seu traslado à Itália neste momento seria "prejudicial para os Estados Unidos".

Sua defesa pediu nesta segunda-feira uma audiência imediata e a "suspensão de qualquer ação migratória".

Mancuso foi extraditado da Colômbia para os Estados Unidos em 2008 e se declarou culpado de narcotráfico.

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